quarta-feira, 28 de maio de 2014

Amnesia



Minhas palavras...
Às vezes tiro-as a força do fundo da minha alma.
E nelas me afogo,
E nelas me jogo.

Meus pensamentos...
Às vezes com eles consolo meu lamento.
Com eles grito,
Com eles vivo.

Meus sonhos...
Às vezes tornam meu mundo cinza um pouco risonho.
Por eles corro,
Por eles morro.

Minha vida...
Às vezes a perco e a torno esquecida.
Esqueço minhas palavras,
Esqueço meus pensamentos,
Esqueço meus sonhos.

Perco minha calma,
Acabo adormecendo,
Em meu leito decomponho.

E a vida?
Pobre da vida.
Está guardada em meio ao que se perdeu,
Ao que já morreu,
Ao que se esqueceu,
E um dia terá o mesmo fim.

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