sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Noite Clara



Já de madrugada
Clarice cantava
Claramente assustada.

Cantava pra espantar o medo,
Escondia na sombra um segredo:
Medo escondido que amava.

Amava mais frio que calor,
Amava mais voz que amor,
Preferia um silêncio só
Mais no escuro que no claro.

Clara, Clarinha chorava.
Clarice sombria escondia no escuro suas lágrimas.
No manto nevado aquecia
A noite pensava, de dia dormia.

Sorria para a imensa escuridão,
Sua confidente de antigamente.
Tinha medo de se mostrar,
Pavor de existir.
Falar não era tão fácil quanto agir.

Clara como alva da manhã
Clarice desistiu de se esconder,
Aprendeu que o vento é mais fiel que o espelho.

Clarinha revive a infância perdida,
A criança esquecida.
Acendeu o sorriso apagado,
Abriu os olhos outrora cerrados.

Clarice agora vê o mundo,
Sorri mais que tudo.
Não tem mais medo do que vão dizer,
Nem liga se vão a conhecer.

Então me coloco na frente do espelho,
Olho no fundo dos meus olhos e digo:
"Tudo bem, Clarice?"

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Vitrine



Eu sempre ouvi alguma coisa que dizia que somos sempre observados e por isso temos que tomar cuidado na hora de agir, o problema é que além do cuidado às vezes existe um pouco de censura, ou repressão, não sei ao certo.

Às vezes eu não quero ser quem todos querem e esperam que eu seja. Eu não quero ser aquele modelo de garota patricinha que sai berrando quando borra a maquiagem, mas também não quero ser aquela estilo rockeira que não lê uma poesia de vez em quando.

Tudo que eu quero é ser eu mesma, mas parece que ser quem se é chega a ser pior que lepra!

Se eu gosto de livros e eu não leio aquele último que saiu daquele escritor super famoso já parece que o mundo desaba. Se eu gosto de música e não ouço aquela banda que está tocando em todas as rádios parece que sou de outro mundo. Se eu falo que curto o trabalho de algum artista então, nem se fala.

O problema é que algumas pessoas não aceitam o diferente. Algumas pessoas não entendem que hoje eu posso estar com um sorriso de orelha a orelha e amanhã estar cabisbaixa. Não entendem que hoje eu posso escutar rock e amanhã escutar reggae. Não entendem que hoje eu posso ser poesia e amanhã eu posso ser artigo.

E o que não entra na minha cabeça é porque tem tanto disso! Será que esse povo que critica nunca se viu naquele momento em que seu eu de ontem não serve? Será que nunca tentaram aproveitar o hoje pois amanhã já será outra pessoa? Ou então passam por isso mas preferem esconder quem são por baixo de estilos pré-definidos só pra fazer parte de grupinhos?

Será que todos já pararam pra pensar que se todos parassem de ser quem não são não existiria essa coisa louca de um grupo não se dar com o outro?

Então eu me encontro quase que num beco sem saída. De um lado eu ajo como quem sou e sou excluída do mundo, do outro eu sou quem querem que eu seja e deixo de ser quem eu sou.

Estou cansada de todos olhando pra mim com olhar de reprovação. Estou cansada de botar minhas ideias dentro da mochila pra ninguém querer esmagá-las. Estou cansada de tentar me encaixar quando eu mesma não tenho forma.

Preciso colocar o fone de ouvido no último volume para não prestar atenção no mundo perdido.

Preciso quebrar essa vitrine e correr para o meu mundo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

23ª Bienal de Livros em São Paulo - #EuFui



Hey gatosos e gatosas õ/
Pois bem. Acabei de chegar da bienal e estou morrendo de cansaço. E, sinceramente, achei meio brochante. ~Não me batam, por favor~
Sei lá, eu esperava encontrar mais coisas por lá, e eu me senti em um shopping congestionado. A questão é que eu não gosto muito de ir ao shopping, eu tenho pânico de ver muitas pessoas no mesmo lugar, e tenho um super trauma de me perder de todo mundo e nunca mais voltar pra casa. Felizmente estou viva para contar história.

Foi até que legalzinho lá. Eu fui com o pessoal da escola, então deu pra dar uma descontraída.

Se você é otaku você não pode deixar de passar na Comix Books Shop. Lá é uma loja inteirinha só de mangás divosos e gatosos pra você comprar. E o mais legal: Você pode dar uma de doido lá porque vai ser normal pra todo mundo!

Raito, meu lindo <3
Decoração exterior da Comix
(Procura esse divoso pelas estandes que você encontra)

Não sei se vocês sabem, mas eu sou Kuro-fã, ou seja, fã de Kuroshitsuji, e eu pirei quando eu vi os mangás, cara. E chorei quando vi que custava o dobro do dinheiro que eu tinha levado.

Na porta da Comix estava um coplayer (muito divo de paixão) de Jack Sperrow. Eu tirei fotinho com ele! E ele quase foi pra casa comigo (história pra outro post).

Claro que é super estressante e não vou mentir em questão a isso. É muito cheio, tem fila pra tudo, água custa caro, refrigerante custa caro, e não pode entrar com comida (ou água, ou material para sobrevivência de gordos interiores).

Mas no final das contas até que foi divertidos e eu super indico esse evento. E que levem muito dinheiro pra não ficarem com vontade de levar alguns caposos bonitos pra casa.

Um caposo lindo que eu fiquei com dó de gastar meu dinheiro pra comprar


E agora, o que todos estavam esperando (ou pelo menos eu). O que foi que a tia Capi capi trouxe da Bienal?

A resposta é... Nada!

Apesar de ter ganhado um vale eu não gostei de nada que cabia no bolso. Mas, por sorte, ganhei lanchinho na hora da saída! ~amo vocês, monitores da bienal <3

Então, eu não sei muito bem como funciona ir por livre espontânea vontade, mas só sei que ir de monitoria é muito legal! ~Principalmente se você tem um tempo limite senão o teu motorista leva multa

Mas é isso meu povo. Quero notícias de vocês que foram, que querem ir, que nunca vão pisar, e essas coisas básicas.

Só isso. Me amem.
Sayo õ/

domingo, 24 de agosto de 2014

Cartão de biblioteca



Ei! Lembra de mim. Acho que não. Você nem deu a mínima para minha presença. Você estava com pressa quando me viu, não é?

Não te culpo. Não sou atrativa assim, logo de cara. O problema é que você tentou me conhecer, e mesmo assim fez pouco caso.

Eu sei que minhas palavras não são as mais belas, e minhas ideias não são as mais criativas, mas precisava me deixar de canto daquele jeito?

Acho que vim com defeito de fábrica, perdi página no caminho, ou foi você quem não prestou atenção?

Eu aqui, dando as tripas e coração para te fazer imaginar um mundo quase real, e você preferindo estar com seus joguinhos.

Uma vez alguém me disse "não fico bem na sua estante". Estas palavras repito. O meu cinza colorido não combina com seu sem sal, sem cor.

Você me riscou do seu cartão de biblioteca. Impossível o ser discreta. Faço questão de mostrar a todos que estou inteira, que superei a dor passageira.

Retorno à minha estante velha, onde descubro que me dou melhor com os artigos amigos monótonos que com seus livros de poesia.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Exposição Castelo Rá-Tim-Bum no MIS

Entrada do MIS. Fila enorme e.e


Antes de começar sobre a exposição, quero anunciar uma nova parte do blog: Fotos!
Desde que criei o blog eu querian deixar um espaço reservado para isso, mas só agora eu tenho os recursos necessários para tirá-las. Agora vamos ao que interessa.

Hoje eu fui ao MIS ver a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum, e eu fiquei super feliz porque deixaram tirar foto. O museu conta com os fantoches e figurinos originais (pelo meno a maioria). O problema é que se você for pode se preparar para ter sua infância jogada no ralo.

Da última vez que eu fui no MIS estava tendo a exposição sobre o David Bowie (inclusive com os figurinos originais), mas dessa vez deixaram tudo o mais parecido possível com o tema, ou seja, a área de exposição se tornou uma réplica do Castelo Rá-Tim-Bum.

Não sei se isso foi com todo mundo ou só com a nossa turma, mas fomos desafiados a tirar fotos inusitadas, com um olhar único, que talvez ninguém tenha percebido no Castelo. Deixo vocês com algumas das minhas tentativas.

Laboratório de Tíbio e Perônio
Quem diria que um fóssil assiste televisão?

Boneco original do Gato Pintado 
Você só vai encontrá-lo numa vitrine. Esse é o resultado de amor ecessivo dos visitantes.

Figurino original de Tíbio e Perônio
Nada a declarar...

Quarto do Nino
E estrelando a sombra dessa coisa que você está vendo aí.
Quarto do Nino
Por trás (ou na frente? o.O) da imagem anterior
Réplica do Gato Pintado
O triste é que não podia tocar :/
Maquete da abertura do programa
Não lembro se é a original ou a réplica
Réplica robotizada da Celestia
E ela ainda fala!
Os ratinhos originais
Tem também uma réplica que o robô anda nos trilhos
Figurino original do Doutor Abobrinha
Nada a declarar...

E então meu povo e minha pova? Gostaram?
Eu tirei foto de quase todo o castelo, mas se eu postar aqui vai perder a graça ver pessoalmente. Vocês precisam ir lá. Tem muita coisa que não deu pra mostrar aqui: A cozinha, o porteiro, a sala da Morgana, a sala que eu esqueci o nome onde fica a Caipora, o ninho dos passarinhos, e muitas outras coisas fantasticamente fantásticas que vai fazer você nostalgiar muito.

É isso aí minna. Até a próxima.
Sayo õ/

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

14 coisas sobre uma capivara qualquer



Hellow seres terrestres! õ/
Pois bem, como posso dizer? HOJE É O MEU ANIVERSÁRIO! HA-HARLEM SHAKE!
Pois é, como viram na imagem acima, já são 14 anos, cara! Eu sei que não é muita coisa, que ainda tenho muito pra viver e muitas aulas pra aturar, mas quatorze é um número grande considerando que se passam 365 dias pra pular pra quinze.
Nesse dia lindo do coração (chega de exagero) eu quero falar pra vocês quatorze coisas sobre mim. Podem rir a vontade, ok?

1. Eu tenho medo de pombos
Bem... Eu tenho uma justificativa bem justificatória pra isso. Era um belo dia, eu estava na sala de informática com um amigo meu e tinham duas outras pessoas na sala ao lado. Um pombo revoltado entrou na outra sala e começou a se jogar na janela de vidro que separa as duas salas. Ele quase morreu, mas antes quase me matou e me deixou com um trauma permanente.

2. Eu quero aprender a tocar violoncelo
Acho que todo mundo já sabe que eu toco contrabaixo, e violoncelo é praticamente um contrabaixo (sim, aprendi isso com Escola de Rock), só que com arco! Ok, eu não sei se tem mesmo um arco, mas de qualquer forma é do mesmo jeito. Além disso eu tenho um amor platônico pela banda 2Cellos, e qualquer dia eu quero tocar como aqueles caras.

3. Eu curto My Little Pony
Não me julguem, por favor! Mas cara, é um desenho perfeito que ensina o valor na amizade, e eu sou a Pinkie Pie, cara! Sou aquela retardada que fica falando coisas sem nexo e depois pede pra comer torta! Fora que eu amo de paixão aqueles gráficos divos e aquela musiquinha sem noção me dá nos nervos mas eu canto assim mesmo.

4. Eu não me encaixo em nenhum grupinho
Pelo menos é o que eu acho. Quando eu era pequeno eu me enquadrava nos nerds, puxa-sacos dos professores que fazia todos os trabalhos e talz, depois virei otome, leitora, amante de música, contrabaixista, desleixada, e outras coisas que eu não me lembro, mas hoje eu dia eu sou tudo isso só que não de uma maneira completa, sabe? Eu consegui criar o meu estilo que mistura tudo o que eu já fui e que descarta o que eu nunca quis ser.

5. Minha matéria favorita é matemática
Pois é, continuem sem me julgar. Matemática é uma divância diva que faz o dia da pessoa mais estressante feliz! Ok, podem me julgar agora. Mas o que eu posso fazer? Números são legais e equeações são psicodélicas!

6. Eu amo a sequência Fibonacci
Continuando com minha amiga matemática... Não sei se todo mundo passa por isso ou se eu que vim com defeito de fábrica, mas eu tive uma época de brincar com números na minha vida, e uma das coisas que eu amava fazer era essa sequência, e só estudando pra ETEC que eu fui descobrir o nome dessa coisa linda!

7. Eu tenho alergia a poeira
Descobri na prática. Nada mais a declarar. Só pensem bem antes de me amarem de coração e me mandarem bichinhos de pelúcia peludos do jeito que eu amo e me deixar com a bronquite atacada.

8. Sem ideias
Ainda estamos no oitavo item e minhas ideias já foram pro ralo. Acho que eu não chego a fazer 14 coisas interessantes, ou talvez minha memória seja fraca demais.

9. Minha filha vai se chamar Alice
Eu acho que não é um fato sobre mim, mas é o que me veio em mente. Eu acho a Alice do vestidinho azul e avental branco a coisa mais linda do mundo! Inclusive minha lindja mãe está fazendo um vestido desses pra mim e logo, logo eu posto aqui.

10. As crianças me odeiam
Também acho que não é uma coisa sobre uma capivara específica, mas me envolve de algum jeito. As crianças fogem desse meu rostinho lindo e da minha superproteção. Qualquer dia eu obrigo todos os bebês do mundo me amarem.

11. Eu tenho probleminha
Sei lá, acho que já notaram ou tiveram essa impressão. Com probleminha eu digo o extremo da loucura, como fazer amizades com desconhecidos na primeira conversa e apertar bochechas de pessoas que conheci no dia anterior. Sei lá, faz parte de mim.

12. Eu destruo meu diário
Eu tenho um Detrua Este Diário, e eu realmente destruo o meu diário, cara! Sério, ele já caiu na pia do pátio da escola, já foi chutado escada a baixo, usado como bola de futebol e vôlei, e até de ornitorrinco. Pra dizer a verdade ele é o meu ornitorrinco de estimação, e tem até coleira!

13. Eu raramente lembro quando é o meu aniversário
Sacomé, né? Sempre tem que ter alguém que vem todo feliz de manhã na escola me desejar feliz aniversário. Aí eu fico com aquela cara de "claro, eu já sabia que era hoje". Tenho a mania de lembrar no dia anterior, mas o dia parece especial de mais ou sei lá que eu sou obrigada a esquecer.

14. Escrevi, escrevo, escreverei
Para sempre, e tenho dito. Escrever é minha pequena platônica paixão. É escrevendo que eu boto pra fora o que eu não consigo falar em voz alta ou até em pensamento. Acho que todo mundo me entende, né? Todo mundo tem um eu-poeta ou um eu-narrador. Em alguns casos aparecem os mestres de indiretas (vulgo eu), e no final acabamos escrevendo por escrever, pela própria necessidade.

É isso. Essas foram as quatorze coisas sobre mim. Espero que tenham entendido pelo menos metade (da metade) disso tudo.
Fim do post, e é isso aí pessoas.
Até a próxima
Sa-sayo õ/

#TemUmMinuto? - Pra onde iremos?


"Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isso, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?
Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam a respeito disso, disse-lhes: Isto vos escandaliza?
Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele.
Então Jesus disse aos doze: Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna."
-João 6.60-61,66-68

Para o Tem Um Minuto de hoje eu deixo você com um vídeo que gravei ontem, do desafio Não Me Envergonho Do Evangelho.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Foi num bosque de cerejeiras



Paro e penso em uma cidade,
Talvez pequena comparada às outras,
Mais ainda sim uma cidade, com certeza.
Cidade bela, que não digo ser livre de avareza
Nem afirmo portar perfeição
Mas que conta uma história,
Afinal, quem se nega?
A não ser quando se vive em vão
Ou quando se deixa de viver

Cidade com várias histórias,
E com as histórias, sonhos.
Sonhos de vida, sonhos pós-morte,
Sonhos amigos, amores.
Amores antigos sem dores,
Amigos unidos sem sorte.
Sorte de paixão!

Desconhecidos que encontraram o destino,
E no destino despertaram o coração.
Aconteceu num bosque de cerejeiras
Onde as sakuras testemunhariam
O que seria um romance perfeito,
Mas que foi espalhado pelo vento
Numa lágrima que expressa tormento
No ar que leva tristeza e destruição.

Foi na cidade de Hiroshima,
De primavera a um longo inverno,
Alma fria,
Futuro incerto,
Sem mais vida.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Adeus conceito antigo, gente que passou, incoveniencias que não tornarão a acontecer



Ultimamente eu tenho não só escrito como lido bastante sobre o mudar de vida, mas hoje quero falar sobre uma coisa que é difícil mudar, mas que é a mudança que julgo ser a mais importante. Esta é, a mudança de conceito sobre as pessoas.

Sabe como é, quando você é criança você tem certos pensamentos sobre algumas pessoas, mas quando se cresce esses pensamentos mudam (Ah, e como mudam). Na verdade acho que a gente que muda, ou a pessoa em questão deixa de ser tão admirável quanto antes.

Essa regra tende a aplicar-se a pessoas próximas. Sabe aquele seu primo que era seu espelho? Pois é, depois de um tempo ele vai ser só mais um da família. Sabe aquela professora que você idolatrava? Você agora percebe sua falta de argumento na hora das pequenas discussões em sala de aula. Sabe aquele seu amigo fiel, confidente? Quando você menos espera ele mostra não ser quem você sempre pensou que ele era.

Não quero dizer que ninguém presta, só afirmo que a gente se engana, a gente não consegue ver as falhas dos outros, ou às vezes a gente só não quer.

E então você se vê cercado de mudanças, de coisas estranhas acontecendo ao seu redor, e você percebe que todo mundo à sua volta já caiu na real. Você vê que todo mundo já sabe o defeito de todo mundo, e você ali, parado, esperando uma lâmpada acender sobre a sua cabeça trazendo todos os conceitos necessários sobre todas as pessoas que você conhece.

Quem me dera que funcionasse assim!

Da mesma forma é extremamente difícil aceitar que aquela pessoa que você odiava na pré-escola pode ser tornar seu melhor amigo. É difícil erguer a cabeça, esquecer o que se passou, coisa que nem importa mais, e seguir em frente.

Mas o pior de todos é aquela clássica facada pelas costas. A gente nunca está preparado pra levar uma dessas, mas é simplesmente inevitável!

Mudar o conceito à força é uma coisa realmente muito difícil! Sua cabeça diz pra você largar mão de tanta gente, mas seus sentimentos, suas raízes e suas memórias dizem pra você continuar do mesmo jeito, afinal, sempre foi assim, não é mesmo?

Agora, abrindo o jogo, confesso que nenhum dos exemplo foram hipotéticos. Na verdade foram tão próximos e reais que sinto como se estivesse escrevendo um diário. Na verdade acho que todos que estão lendo acham isso. Realmente, esse não é o meu propósito.

Primeiramente escrevo isso como uma memória que logo, logo passa, e que vou querer lembrar no dia em que a poeira baixar. Mas, principalmente, escrevo isso porque tenho certeza absoluta que alguém está passando por isso. Acredite, tudo isso é normal. Difícil de aceitar, claro, mas completamente normal. Acho que é isso que torna tudo mais assustador.