quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Foi num bosque de cerejeiras



Paro e penso em uma cidade,
Talvez pequena comparada às outras,
Mais ainda sim uma cidade, com certeza.
Cidade bela, que não digo ser livre de avareza
Nem afirmo portar perfeição
Mas que conta uma história,
Afinal, quem se nega?
A não ser quando se vive em vão
Ou quando se deixa de viver

Cidade com várias histórias,
E com as histórias, sonhos.
Sonhos de vida, sonhos pós-morte,
Sonhos amigos, amores.
Amores antigos sem dores,
Amigos unidos sem sorte.
Sorte de paixão!

Desconhecidos que encontraram o destino,
E no destino despertaram o coração.
Aconteceu num bosque de cerejeiras
Onde as sakuras testemunhariam
O que seria um romance perfeito,
Mas que foi espalhado pelo vento
Numa lágrima que expressa tormento
No ar que leva tristeza e destruição.

Foi na cidade de Hiroshima,
De primavera a um longo inverno,
Alma fria,
Futuro incerto,
Sem mais vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário