segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Fênix



Nasceu.
Raios de luz cobriam-lhe o rosto,
Sorriso exposto.
Olhos cerrados dispostos a ver
Jornada que haveria de passar.

Pensou.
Em um momento o resto planejou.
Queria calar os sentidos,
Mas antes soltou um grito.
Partiu em devaneios sem voltar.

Correu.
Tal brisa suave lembrava-lhe o mundo.
Já era surdo, mudo,
Indiferente ao redor,
Pensava no pior:
Deixar lágrima rolar.

Caiu.
Junto com a luz apagou,
Chorou.
Não dava pra levantar,
Tampouco andar,
Hesitou.

Morreu.
Tenebrosas lembranças esqueceu.
Fechou seus olhos,
Lembrou do primeiro sorriso,
Adormeceu.

E com o novo dia que raiou
Toda lágrima secou.
Se ergueu das cinzas, pó.
Já não mais só
Carregava a alegria do amanhecer.

2 comentários:

  1. É você que escreve esses poemas???
    Lindo, adorei!!!
    Parabéns mesmo!!!

    Beijos, Bá.
    http://cafecomlivrosblog.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Sou eu sim. Fico muito feliz que você tenha gostado ><

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