quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O que agrada a Deus


Às vezes, ao olharmos para dentro de nós, vemos tanta coisa podre que sentimos até repulsa. Mas em meio a tanta lama encontramos uma pérola bem pequenininha. Ela é a parte à semelhança de Deus que o pecado não arrancou de nós. Ela é o nosso desejo de agradar a Deus.

Em meio a questionamentos nos deparamos com uma questão inquietante: O que o agrada?

A resposta parece óbvia, mas só é se for decorada. "Deus se agrada de nós quando fugimos do pecado". Se pararmos para pensar, essa resposta é tão abrangente que não nos causa impacto algum. É que coisa de Deus é coisa particular, e colocar uma resposta que vem nos livros na cabeça de uma pessoa não é a solução.

Mas posso te dizer uma coisa que faz Deus sorrir com o canto da boca e pensar: "Esse aí é meu filho". Não, não é dar a oferta mais alta, nem é botar a cara no pó e vestir pano de saco. É mais do que isso. Bem mais que bater no peito e dizer: "Sou louco por Jesus". É ser louco de verdade. Essa loucura se chama atitude.

Quando ouvimos alguém falando em atitude, logo pensamos em papo-cabeça, conscientização, influência. Tomou atitude, já sabe levar a vida. Gente de atitude é admirada. "Tá vendo aquela menina? Consciente, independente". "Olha lá o rapaz! Cabeça firme, pé no chão". Essa é a atitude que conhecemos. A que podemos medir e aplaudir. Mas não é esse tipo de atitude que alegra o coração de Jesus.

A atitude que Cristo aprova não é real, é sobrenatural. Algo que se for aceito é só por Deus. Quase nunca é vista, e quando é gera acusação.Atitude que faz perder popularidade, nota e até amizade. Em compensação te aproxima do Criador das galáxias. Quer mais?

Pensa agora o cara que criou os átomos e as células aí do seu lado. O cara que ouve pensamentos, que fala no silêncio, que te bota e vendaval e canta pra você dormir. Pensa Jesus, o Cara, o Todo Poderoso, Dono do Mundo, parando tudo o que está fazendo só pra te ouvir falar.

Jesus só dá atenção pra gente de atitude. Por isso é tão difícil tomar vergonha e variar no espiritual. Satanás sabe que com o Deus Forte ele não pode, então sua meta é nos afastar dele. Quando estamos num estágio sobrenatural, Jesus nos cuida como menina de seus olhos, e nenhum demônio pode tocar em nós. Isso inquieta o inferno. 

A nossa atitude de renunciar faz Deus mover até ocurso da Terra para o nosso bem. Nossa renúncia gera milagres, gera conversão, gera desfalque no reino de Satanás.

Às vezes nos encontramos fracos. Pensamos que não há nenhuma atitude a ser tomada, mas tem uma disponível. A mesma opção que um mendigo cego teve.

Quando ele ouviu que o homem dos milagres - um tal de Jesus - estava passando por sua cidade, Bartimeu podia ficar sentado esperando que ele sentisse pena e lhe fosse restituir a visão. Mas, por mais que ele fosse um homem misericordioso, Bartimeu sabia quem ele era. Jesus não era um ninguém que saiu da carpintaria de Nazaré para mostrar seus poderes. Jesus era o cara. O cara que não tem obrigação nenhuma de fazer nada a ninguém. Bartimeu sabia que precisava chamar a atenção de Jesus, então começou a chamá-lo bem alto no meio da rua.

Talvez a atitude que vai chamar a atenção de Deus não é um clamor na praça ou um grito na avenida, mas provavelmente causará o mesmo efeito. Vai fazer as pessoas te olharem feio, te mandarem parar e até se afastarem. Vai causar surpresa alheia e loucura própria.

Mas tem que ser louco de verdade! Tem que encarar o olhar de desespero da sua mãe quando você colocar seu celular na mão dela e dizer: "Não me devolva até quinta-feira que vem". Tem que aguentar alopração do pessoal da faculdade por não largar a Bíblia no campus. Tem que dar a cara a tapa por amor a Cristo.

Temos que lembrar que Deus não precisa de nós, mas que nos atende quando vê nosso esforço para chegar na Sala do Trono. Ele não precisa, mas faz. E retribuímos agradando-o.

Agradar a Deus não é bom só para ele, pois nossa satisfação ao olhar para traz e ver que conseguimos renunciar vale bem mais que cinco mil mensagens no WhatsApp e nos rende uma boa história.

Deus é onisciente, e por isso você não vai conseguir surpreendê-lo. Sendo assim, surpreenda a si mesmo! Faça coisas que te farão pensar: "Sério que eu fiz isso?". Inove no espiritual com coisas que farão sua carne lamentar. Separe um dia para Deus com direito a pregação aos frascos de perfume. Deixe a tecnologia de lado e pare de usar este blog e vários outros para justificar a sua vida espiritual. Toque onde dói.

Digo mais. Não apenas toque. Aperte, esprema, enfie uma faca de espiritualidade na sua carne. Faça uma lista de coisas que você preza e tente sobreviver um dia sem elas. Um dia sem internet, sem doces, sem novelas, sem jogos. Um dia lamentável para a sua carne, mas revigorante para o seu espírito. Tente tirar do seu caminho, por um dia, coisas que tomam o seu tempo e te afastam de Deus. Estreite o seu relacionamento com ele.

Eu não posso te dar uma lista do que não fazer, pois é algo totalmente pessoal. Só você sabe onde dói na sua pele, assim como eu sei onde dói na minha. Martirize seus desejos. Sofra por um dia, por um mês ou até anos. Sofra agora para um prazer eterno.

Isso sim agrada a Deus.

"Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofremos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo."
- II Timóteo 2.11-13

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Cuidado com as críticas



por Kayene Esthefany Menezes

"Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que você me persegue?'" 
-Atos 9:3-4

Sempre me espanto com a forma pela qual as pessoas que se dizem crentes podem estar cheias de ódio, críticas e mesquinharias. Quando nos tornamos cristãos, passamos a ser identificados pelo nosso amor. Claro, podemos corrigir e reprovar uns aos outros. Sim, devemos ser cuidadores e exigentes, mas podemos fazer isso de uma forma amorosa.

Tenho visto crentes criticarem duramente outros cristãos e suas ações mas, em contrapartida, nada fazem pelo reino de Deus. São rápidos para criticar os esforços dos outros, mas eles mesmos não fazem nada além disso.

Como alguém a disse uma vez : "A impaciência com Deus muitas vezes leva à impaciência com o povo de Deus... Se começarmos a usar foices uns contra os outros, vamos perder a colheita". Tenho visto cristãos se dividirem sobre questões menores, ao invés de se unirem para o bem do evangelho.

A Bíblia conta a história de um homem religiosamente devoto chamado Saulo, que afirmava ter a crença em Deus, mas ele sentiu que era seu papel erradicar uma nova seita de crentes que seguiam a um tal Jesus de Nazaré. Saulo saiu do seu caminho para encontrar os cristãos, e ele não estava satisfeito em apenas prender aqueles que estavam em Jerusalém. Ele obteve ordens de extradição que lhe permitiam ir tão longe como a Damasco que fica a 140 km de Jerusalém, para lá encontrar mais crentes para prender.

Saulo era um homem religioso, mas era um homem sem Deus. Ele estava fugindo de Deus. Estava atacando cristãos. Estava pensando que iria destruir com sucesso a fé cristã. Mas ele teve uma surpresa na estrada para Damasco e mal sabia que estava prestes a ter um encontro pessoal com o próprio Jesus Cristo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A paz de não ser



Gastamos uma boa parte de nossas vidas tentando descobrir quem somos, e uma parte ainda maior trabalhando em ser alguém. Personalidade e aparência são essenciais, aprendemos. O que ninguém nos disse é que ser ninguém é o primeiro passo para uma vida agradável.

Quando nos esvaziamos de nós e abrimos nossa mente, somos capazes de fazer coisas que nunca fizemos. Uma dessas coisas é deixar de viver para o nosso eu.

A questão não é ser ninguém, mas reconhecer. Nada somos, é um fato. De que vale uma carreta de dinheiro comparada à imensidão do Universo? Somos pontos que nem aparecem no mapa-múndi. Vivemos num planeta entre tantos outros. Recebemos a luz de um Sol que está a quilômetros de distância. Somos insignificantes.

Nossas opiniões mudam, nossos planos se frustam e nossos pensamentos se alteram a cada dia. Não conseguimos sustentar nosso humor por uma semana que seja. Somos seres instáveis.

Nada somos.

Para Jesus não há problema algum em sermos nada. Se assim fosse, a própria humanidade seria um problema. Antes disso, porém, ele nos ama do jeito que somos, e o não ser já não é mais um problema, pois ele já é por nós.

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim."
-Gálatas 2.20

Não precisamos mais correr atrás de uma identidade. Não precisamos forçar ser quem não somos. Afinal, tudo o que queremos é uma vida agradável. Sem máscaras, sem encenação ou fingimentos. Simplesmente agradável. Tudo o que queremos é Cristo em nós.

A vida agradável de Cristo na Terra nos serve de exemplo. Ele não agradava a todos, nem vivia uma vida de regalias. Ele foi odiado, acusado e condenado por crimes que não cometeu. Foi traído e negado. Chorou lágrimas de amargura. Mas ainda assim tinha uma vida agradável.

É que ele tinha uma coisa que os outros dois homens crucificados ao seu lado não tinham. Ele tinha paz. Não a falsa paz de fingir que está tudo bem. Mas a paz genuína, que tem a ciência de que tudo vai mal, mas que mesmo assim descansa.

Jesus sabia que estava para morrer, e por mais que sua mente estivesse alvoroçada e sua alma angustiada, ele permanecia em paz. Não que os cravos lhe anestesiaram ou que uma amnésia o fez esquecer a dor da traição. A verdade é que ainda doía, mas valia a pena. Daí a paz.

É dessa paz que o mundo precisa. Não uma sensação de segurança depositada numa conta do banco ou num seguro de carro. Mas a paz de perder tudo mas saber que ainda pode viver.

Não há mal algum em investigar a si mesmo, desde que esse processo não lhe tire a paz. Não há problema em explorar suas habilidades, desde que o orgulho não lhe suba à cabeça. Não há problema em ser alguém, o problema é querer ser maior que Cristo.

"Para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor."
-I Coríntios 1.31

Quem somos? Imitadores de Cristo. Fora disso só encontramos uma lista enumerando nossos erros. Talvez além de Cristo sejamos algo sim, mas nada que nos orgulharíamos de falar. Com Jesus nossos erros se tornam metas, e o que deveria gerar castigo gera paz. Não a paz de errar, mas a de saber que mesmo em meio a desvios Cristo nunca desiste de nós.

O que importa é que somos filhos de Deus. O resto não importa de verdade, mas acalma as inquietações da minha alma, e talvez da sua. Mas ao pensar na vida eterna que me está preparada, meu coração conforta-se. Talvez não precisemos realmente descobrir quem somos, pois Cristo já é em nós, aquietando as ondas que despertam minhas dúvidas e afastando os ventos que me tiram a paz.

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Quem sou eu?
Resgate

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Vai onde não há amor e ama


Jesus nos chamou para amar. O amor foi o centro de seu ministério. Por amor ele morreu, por sua morte somos salvos. E assim como ele nos amou, devemos amar os outros. A salvação dos perdidos depende de nós.

Jesus nos disse para amar a todos, mas às vezes parece que o "todos" começa a partir da África ou da Cracolândia. Parece que o nosso amor não merece ser apregoado no nosso bairro ou no nosso ambiente de trabalho. Parece que só amamos por status ou grandeza.

Ouvi uma música que diz: "Vai onde não há amor e ama"¹. Pensamos logo em um asilo, um orfanato ou hospital. Por que é tão difícil enxergar que talvez o coração vazio pertença ao seu patrão? É que ele sorri demais, não é? Como você nunca reparou seus olhos inchados? Seu sorriso expressava seus sonhos perdidos. Ele queria poder sorrir de verdade, mas não pode.

E você, onde está?

"Onde está o amor? Onde está o evangelho? Onde está esse tal de Deus?", ele murmura em sua alma. Suas lágrimas se misturam com sua amargura, e ele te vê. Você, sempre animado e falando de um homem que foi martirizado por amor, o deixava confuso. Ele só quer entender o que é esse amor.

Onde estamos? Até quando permaneceremos calados diante das dores e gemidos do mundo? Até quando nos faremos de surdos? Até quando assistiremos montes de pessoas sendo lançadas ao inferno sem fazer nada? Até quando viveremos um evangelho hipócrita? Até quando nos esconderemos atrás de desculpas? Até quando nos acomodaremos como se tudo estivesse bem?

Até quando negaremos Cristo com nossas obras?

É tempo de fechar a boca e começar a agir. O mundo clama por amor. Não sejamos soberbos ao ponto de desejar as nações e rejeitar as nossas raízes.

Vai onde não há amor e ama. Vai onde não há paz, onde não há alegria e ama. Vai onde há dor e mostre o amor do seu Deus. Estamos em constante guerra espiritual. Jesus deve ser nosso estandarte, e o seu amor a nossa tática.

Paulo falava muito sobre amor. Ele falava amor, mas também vivia amor. Inclusive incentivava seus seguidores a amarem.

Filemom, discípulo de Paulo, teve o amor imposto diante de si. Ele tinha o dever de receber Onésimo, um escravo fugido, em seu lar. Não por força, mas voluntariamente. Paulo pedia que Filemom perdoasse um traidor e que o amasse mais do que outrora. O amor pelo fugitivo devia igualar-se ao amor que Jesus ensinou. Amor incondicional, independente de seus esforços.

Imagino eu que quando esse homem leu a carta que Paulo lhe escreveu seu sangue esquentou, mas antes que pudesse expressar sua indignação, ele respirou fundo. Esse amor agora cobrado era o mesmo amor cujo Deus o havia amado. Então aceitou a situação focando na cruz.

Talvez Jesus precise impôr a nós o amor. Às vezes estamos tão centrados em quantos visitantes chegaram ou na afinação do grupo de louvor que esquecemos do amor. Não podemos cair no engano de tratar a igreja com números. Aquela jovem que aceitou a Jesus no domingo passado não é só mais uma da membresia. Ela tem uma história de sorrisos e lágrimas, de amizades e de antissocialismo, uma vida de momentos e emoções. A partir do momento em que a história das pessoas não importar, estaremos a agir como uma tropa de robôs entregando panfletos no meio da rua. Amar em Cristo, além de apenas levar uma pessoa a um evento na sua igreja, é lembrar que lidamos com seres humanos, é tentar compreendê-los e a ver seu ponto de vista. Amar é se colocar no lugar e encontrar a melhor forma de encaixar Jesus no vazio que eles têm no peito.

Jesus foi quem primeiro nos amou. Ele enviou um pacote para Um Lugar No Meio do Nada e você o recebeu, entusiasmado. Você esperava algo grande, valioso, mas a única coisa que tinha dentro da caixa era um bilhete. Isso te desanimou, mas você tinha que lê-lo, de qualquer forma.

É com muito carinho que lhe presenteio com o meu amor. Não parece muita coisa, mas não jogue fora, por favor. Eu sei que é uma falta de educação falar o preço das coisas que se dá, mas esse aqui custou sangue. O meu sangue, para dizer a verdade. Doeu bastante, mas essa dor se igualaria a nada comparada à dor de te ver rejeitando esse presente.

Você pode retribuir, se quiser. Passe adiante.

Atenciosamente,
Jesus

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Deus, onde estás?
Palavrantiga


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Notas
¹ - Trecho da música Deus, onde estás? - Palavrantiga


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Agora vai, galera



Hey povo meu!

É com muito prazer que quero anunciar as postagens semanais aqui no blog. Toda quinta-feira sai post novo, com exceção dos off's (que podem sair qualquer dia da semana). Quanto à categoria do texto, pode ser qualquer uma entre Cristão no Mundo (marcador verde), Meu Amigo Jesus Cristo (marcador laranja) e Textos (marcador azul).

A partir de hoje, as imagens usadas como welcome serão feitas por mim. Isto para evitar problemas em relação e plágio, uso sem créditos e essas coisas. Caso algumas das imagens usadas nas postagens anteriores seja de sua autoria ou caso você conheça o autor, por favor entre em contato.

Voltarão as postagens no Facebook. Tentarei postar diariamente, mas não dou certeza, porque por enquanto é só uma fase de testes pra ver se desse novo jeito dá certo.

Em breve teremos convidados postando aqui no blog. Nos aguarde.

Quero pedir também a colaboração de todos vocês na divulgação do blog. Mande pro amigo, pro vizinho, pros pais, pro seu professor do ano passado, pro cachorro, papagaio, compartilhe no Facebook, no Twitter, na barraquinha da feira. Enfim, onde você quiser.

Por enquanto é só, meu povo.

Até quinta-feira! o/

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Cruz



Não se trata de status,
Não se trata de fama,
Não se trata de mídia,
Não se trata de autógrafos.

Não se trata de salário,
Não se trata de mansões,
Não se trata de chofer,
Não se trata de luxo.

Não se trata de clero,
Não se trata de religião,
Não se trata de acepção,
Não se trata de superioridade.

Não se trata do seu nome,
Muito menos do meu.

Se trata de paz,
Do nome da paz,
Do Príncipe da paz.
Da paz em forma de Deus,
Do Deus em forma de homem.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sobre essa coisa que se chama esperar



Esperar não é fácil em ocasiões normais. Ficar na sala de espera chega a ser agoniante. Esperar o dia do aniversário pode ser desesperador. Mas quando se trata de esperar coisas espirituais, temos duas opções: esperar por Deus ou esperar em Deus.

Podemos sentar em um sofá confortável e tomar uma xícara de chá enquanto contamos os segundos para que Deus traga em uma bandeja o que esperamos. Também podemos escolher um colchão e nos aconchegar até que Deus venha nos acordar.

Quando esperamos em Deus, cada segundo é uma oportunidade, cada dor um aprendizado e cada impossibilidade um exercício de fé. Quando esperamos em Deus há descanso, há preparo. Entendemos que só está levando o tempo que precisamos para estarmos prontos.

Quando esperamos por Deus, nos sentimos como clientes de um restaurante fino, onde Deus é o garçom. Esperar por Deus é esquecer que somos servos.

Enquanto esperamos, servimos. Todo trabalhador é digno de seu salário. Como receber sem antes dar? Não podemos permanecer inertes enquanto Deus age. Ele pode estar preparando um prato para você e te pedir para passar o sal ou para mexer a sopa.

Temos que estar prontos. "Eis-me aqui" deve ser a nossa fala, e não "estou ocupado".

Deus tem coisa preparada para nós que nem imaginamos! Planos que não cabem no papel, projetos que não podem ser frustados. Ele possui uma paleta com cores que não conhecemos para pintar nossa história. Ficamos ansiosos para ver como vai ficar o quadro. E todas as vezes que você perguntou se estava pronto, até agora, você recebeu um "espere". Quer uma dica? Que tal obedecer?

Quando menos esperar ele vai te chamar, e quando ele retirar o pano que esconde seu desenho, você ficará impressionado com o trabalho do seu Mestre.