terça-feira, 21 de julho de 2015

Seja luz!



"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus."
-Mateus 5.16

Num mundo de trevas, tudo o que se precisa é um pouco de luz. Luz para mostrar o caminho certo, luz para mostrar o abismo antes que caiamos nele, luz para mostrar nossa roupa suja e nos tirar o medo. Jesus nos chamou para ser essa luz, mas será que estamos cumprindo esse chamado?

Ser luz é ser diferente, é mostrar a glória de Deus através de obras. No plano de claridade e escuridão que conhecemos, se acendemos uma lâmpada num quarto escuro todo o quarto se ilumina, e continua acesa até que desejemos apagá-la. Porém, num plano espiritual, onde há combate mútuo entre nossa carne e nosso espírito. Somos o interruptor!

Num lugar onde todos são iguais, onde todos dizem sim para tudo, onde o prazer supera a razão e a razão sobrepõe a fé, somos tentados a ser iguais também. Se somos iguais ninguém vai nos intitular como estranhos. Às vezes pensamos que não tem nada de mais falar sobre este ou aquele assunto, afinal, todo mundo fala, não é? A questão é que Jesus não nos chamou para ser todo mundo, nem quem todo mundo ama ou defende.

Ser luz é manter-se vivo sob influência de morte, que tenta apodrecer nosso entendimento. E por mais intelectuais ou cultos que sejamos, cauteriza nossa mente até o último neurônio e não nos deixa entender a dimensão espiritual. Ser luz é sorrir em meio ao caos, ter esperança em meio ao luto, confiar no dono da luz e não respeitar o impossível.

O objetivo do Império das Trevas é apagar nossa luz. Sem luz não há bondade, sem luz não há fé, sem luz não há Cristo. Tudo o que há é um exército de pessoas cegas, dizendo ser mini-cristos e agindo como religiosos hipócritas. Sem luz, tudo o que há é gente que se diz luz, que anda em trevas e que diz que a escuridão do outro é maior que a sua. Sem luz, não há mudança, não há conversão, não há cristãos.

Que sejamos luz. Não aquela luz que se apaga no primeiro "cale-se". Nem aquela luz fraquinha que tem medo de explodir se brilhar mais forte. Que sejamos aquela luz que fica acima dos montes, onde todos podem ver, iluminando a escuridão de quem queira, inquietando o descanso de quem não quer.

Não, não. Não precisa organizar um mega evento evangelístico na sua escola, faculdade ou empresa. Não precisa subir nas mesas, pegar um megafone e ficar gritando: "Jesus cura, liberta, transforma e leva pro céu!". É só seguir a luz e andar segundo a sua luz. Cultive os frutos do Espírito e deixe que eles cresçam em você.

E como saber se estou sendo luz? A árvore se conhece pelos frutos. Quando se dá bons frutos, as pedradas vêm. Se o desânimo está vindo te pegar, se te caluniarem ou começarem a se afastar de você, não desista. Se há alguém - e sabemos quem - que quer te fazer parar, é porque você está andando na direção certa. 

Viver uma vida de luz não é garantia de conforto. Ao contrário, quando somos luz estamos sujeito ao ataque constante das trevas. Nos são oferecidos nossos sonhos de bandeja para que desistamos de brilhar. Porém, se achamos o evangelho algo legal e queremos levá-lo a sério, ser um mini-cristo é indispensável, portanto, é fundamental fazer a diferença.

Dizer não quando todos dizem sim. Calar-se enquanto todos riem. Amar quem está em trevas, mas não pertencer a ela. Não sejamos a falsa luz que não se mistura com quem não encontrou o caminho da salvação. Ser luz durante o dia é tão fácil! Guardar a língua dentro da igreja é tão simples! Só ouvir louvores a tarde inteira é tão prático! Porém, ser luz e guardar a santidade num mundo cheio de lascívia e impureza não é tão fácil. Fugiremos, então, para nossos cubículos com nossos louvores, sem contato com o exterior? É claro que não! Antes andaremos por entre as trevas, sem deixar a luz apagar, antes, levaremos aos que não são luz à própria Luz.




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