sábado, 7 de novembro de 2015

Procura-se O Perdão



Quanto tempo faz que eu não converso contigo?
Será que se esqueceu da minha voz ou de como sou?
Será que sente saudades do meu jeito?

E, se eu me ajoelhar diante de teus pés, será que você me perdoaria?
O mal que eu te fiz, a distância que causei. Um simples clamor pelo perdão seria o suficiente para te recuperar?
Te feri, te neguei, fingi que nunca vi.

Cheguei perto de sua casa...
Mas dei meia volta e com a cabeça baixa me enchi de negação.
Sempre que tentava dizer o que deveria, as palavras continuavam presas em minha boca, e, assim, iam acumulando-se por lá.

Me machuquei, sofri, me arrependi...
Chega um dia em que nos guardamos tanto para nós mesmos, que, sem ventilação, apodrecemos por dentro, permanecendo a boa aparência por fora. Mas, por dentro há podridão, junto de um mal coração.
Quando me chegou esse dia, tentei correr para teus braços, como uma criança que acabou de cair e ralar o joelho corre para sua mãe.
Agora estou aqui, humilhado, de coração caído, tentando te fazer perceber que preciso de nova chance, novo compromisso, nova direção contigo...

Será que você me perdoaria se eu dissesse que nada neste mundo vale tanto a pena que estar ao teu lado? Será que você me perdoaria se eu dissesse que necessito da sua presença na minha vida?

Você me olha com carinho, e me estende a mão.
O que passou, passou...
Me dá um abraço, e, das feridas me curou.
Melhor amigo...
Melhor Pai...

Me perdoa Senhor,
Escuta agora, por favor,
Esta minha indigna

Oração! 

Assinado: 

                     Isa

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