quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015



Sem dúvida esse ano foi o melhor ano da vida vida até agora. Não digo isso como um clichê, porque talvez eu passe a dizer esta frase no fim de todos os anos até o fim da minha vida. Digo isso porque acredito que só agora comecei a viver. Pra quem não sabe, esse ano eu entrei no ensino médio. A escola mudou, as matérias mudaram, ninguém mais usava uniforme e os amigos não estavam mais por perto. Aqueles que puxavam a minha orelha e brigavam comigo quando eu extrapolava já não estudavam na mesma sala que eu, nem na mesma escola, nem no mesmo bairro.

Comecei a caminhar com as minhas próprias pernas. Foi difícil no começo. Fazia uns anos que eu não fazia novas amizades, ainda mais com gente que eu nunca tinha visto! Por sorte encontrei algumas pessoas da escola antiga - sou grata por elas.

Esse ano foi um ano de muitas mudanças e reviravoltas. Percebi que o mundo não se trata de mim. Conheci professores que se certificavam de nos fazer entender o conteúdo, e outros que não estavam nem aí para a grade, desde que um debate sobre moral fosse promovido em sala de aula. Os professores não ficavam mais no meu pé quando eu não queria fazer alguma lição, eles não ameaçavam chamar a minha mãe, então percebi que a vida é feita de escolhas.

Conheci pessoas com a alma tão machucada, com a família desestruturada, com a sanidade por um fio. Percebi que é desumano ser tão egoísta como eu tinha sido até então. Me aproximei de gente que nunca pensei me aproximar. Conheci pessoas incríveis, algumas até com uma vida bem difícil, e entendi que estar longe dos amigos não é tão ruim quando tem gente do seu lado tão distante dos pais, dos irmãos e até da esperança.

Fora da escola, conheci gente que não me tratava mais como se eu fosse a criança que eu acreditava ser. Adultos com problemas de adultos, falando comigo como se eu fosse adulta. Pessoas confiaram em mim para fazer coisas importantes, e seria tão injusto continuar tão irresponsável como sempre fui.

Vivi momentos intensos com Deus, e outros tão distantes. Um ano de altos e baixos, diria. Mas Ele nunca me abandonou. Nem quando eu chegava cansada e não tinha nem a coragem de dizer um oi. Ele atendeu atenciosamente cada um dos meus pedidos, e entendi que Ele não queria ser para mim apenas um Deus que promete e cumpre, mas um verdadeiro amigo, que diz "confie em mim" e faz o seu melhor.

Por vezes quis simplesmente deixar de existir, pois o fardo para carregar era realmente muito pesado, mas então eu olhava para o lado e via pessoas bem piores do que eu. Isso me dava força não só para continuar caminhando como para pegar essas pessoas pelo braço e ajudá-las a se levantar.

Esse ano foi um ano de mudanças. E cara, eu nem sei como agradecer às pessoas que me acolheram e me ajudaram a melhorar a cada dia. Olhando para quem eu era há um ano atrás eu não me reconheço mais. Mesmo havendo ainda tanto para mudar, acredito que eu melhorei muito.

Esse ano foi um ano de aventuras. Nos - infelizmente poucos - momentos que eu me entreguei às mãos de tão bondoso Deus que sirvo, pude provar de coisas que nunca imaginei provar. Pude vê-lo enxugando minhas lágrimas, trabalhando em meu coração, cuidando de pessoas importantes para mim. Pude senti-lo pertinho e sentir o Seu abraço. Pude compartilhar de Sua visão e de Sua Amazing Grace.

Fiz coisas pelas quais me arrependo. Se já tivessem inventado a máquina do tempo eu certamente voltaria para mudar as besteiras que fiz. Mas, como diria a Banda Resgate: Tudo é uma lição, a gente tem que aprender!

2015 foi um ano de muitas lágrimas e risos. Conquistas e tantas perdas. Epifanias e crises existenciais. E agora ele está indo embora. É, meu querido sr. 2015, foi bom enquanto durou.

O que resta agora é desfrutar da vida de renúncia e aventuras de 2016. Estou me preparando para ser agarrada, chacoalhada e transformada pela Graça. Espero que você também!


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