sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Inesperado Visitante [Crônica]



Há alguém a bater na porta.

Ah, um visitante.

Que visita inesperada, nem tivemos tempo de arrumar as coisas por aqui.

Mas ele diz que avisou antes de vir, porém não há problema na bagunça, pois justamente por isso que ele veio.

Estranho, não me lembro de qualquer aviso, e muito menos de ter contratado um empregado.

Melhor ignorá-lo e servir algo para comer.

Bem, vejamos, temos um bolo que acabei de assar, e algumas bolachas de água e sal.

Como não considero o atual visitante alguém de muita importância, melhor servi-lo com as bolachas. Afinal, quem é este para me julgar?

Para beber, temos chá, porém é um pouco demorado fazê-lo, então servirei água.

Quando servidos finalmente, não vejo “cara feia” alguma, na verdade, ele conseguiu fazer com que o alimento seja muito mais saboroso do que originalmente era.

Na conversa, ele me dizia coisas sobre o amor e a vida. Para mim era uma completa perda de tempo, um papo furado. Mas mantive minha compostura, tentando argumentar da melhor maneira possível, porém, de algum modo ele conseguiu quebrar todas as minhas objeções. Era incrível! E irritante!

Ao chegar a hora de ir embora, ele estendeu a mão entregando-me uma caixinha azul com letras prateadas carregando os escritos “Salvação”.


Eu mal sabia, mas era o maior presente que alguém poderia me dar. Estar disposto a ser mal recebido para dar algo tão especial a alguém que não merecia, de graça.

Assinado: Isa

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