quarta-feira, 2 de março de 2016

Sobre minhas inspirações



Todos têm uma inspiração. À minha dei o nome de constelação. Constelação de estrelas que não se conhecem, e talvez o mais próximo que tenho chegado tenha sido, num dia agitado, dividirem o mesmo busão¹. Só têm entre si alguma ligação quando, antes de dormir, me ponho a observar a imensidão de pensamentos e momentos. Todas têm o mesmo sorriso, todas dividem um mesmo brilho. Todas estão lá, me ensinando alguma lição.

Lutam diariamente, escondem a dor por trás da calmaria. Somente um olhar atento perceberia os suspiros cansados de lutar com ardor. Oferecem flores de esperança através de um sorriso inocente, sincero. Espontaneidade em cada ato, recusam máscaras, e mesmo assim continuam belas. Continuam a brilhar as estrelas.

E a cada vez que os olhares se cruzam, lembro-me de Cristo, com seu justo modo de viver e com seu amor infinito. Gente sofrida, gente calada. Dolo justificado por sangue. E lá pela madrugada recordo seus nomes. Isto porque, ao falar com Cristo, sinto a me enlaçar o mesmo sorriso.

Queridas estrelas, por mais difícil que seja a situação, e por mais que nem saibam que são minha constelação, um pedido faço a cada uma de vós: Sossega o coração. Deus está no controle lembra? E não desistam, pois vocês têm sido quem me convencem, dia após dia, de que é possível ser parecido com Cristo.

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Notas
¹ Transporte público, ônibus

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