quarta-feira, 27 de abril de 2016

Graça



Em meu cais
vejo o caos por sobre o mar
e a Tua voz a me chamar
pra entregar-me à imensidão.

Reluto diante da loucura
que me convida a bailar
sobre as águas e mergulhar,
mas aceito a missão

Passo a passo.
Fecho os olhos.
Um suspiro,
um abraço:
"Não tenha medo, estou aqui.
Te sustento,
te enlaço,
te ofereço meu regaço.
Confie em mim, não precisa fugir"

A água fria sob meus pés
refrigera a minha alma.
Teus braços fortes ao redor
restauram enfim a minha calma.

Mergulho, então, no oceano da Graça
loucura aos gregos,
escândalo aos judeus,
mas aos que creem em Cristo,
esta somente lhes basta

Bem confuso e sem sentido
olhando do pacato cais.
Mas se mergulho e me entrego
encontro algo além da paz:
Tua presença.

Tua Graça me acolhe,
me envolve,
me leva pra perto de Ti.
Esse mar invade o ser,
traz Seu querer,
me dá motivos para prosseguir

Tua Graça, que hoje é de graça,
nem sempre foi assim,
custou sangue.
E hoje, me chama e me abraça
pra mais perto de Ti
se estou distante

És tudo o que eu preciso!
Tua Graça me salvou!
Se hoje Cristo é vivo
é porque me amou.
No oceano de Graça eu vou mergulhar,
me entregar,
e diante de Ti vou cantar:
Tua Graça me salvou!
Hoje livre sou!

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Quando eu escrevi este poema, eu estava pensando como a Graça de Deus é louca. Olhando de fora (do cais, como descrevi no poema), parece um grande caos. Mas quando a gente entra... Ah, cara, é inexplicável! Às vezes confiar que esta Graça é tudo o que precisamos é bem difícil, mas quando a gente deixa tudo nas mãos de Deus e entende que não podemos nada sozinhos, encontramos uma lugar quentinho para nos aconchegarmos quando o mundo está caindo aos pedaços.

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