quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ou Deus ou eu!



Sabe aquela típica cena de filme cristão "ou Deus ou eu"? A gente sabe que o protagonista geralmente escolhe a Deus, e sua vida sofre uma incrível reviravolta! Ao final dos créditos estamos tão inspirados, tão cativados com o desfecho, que mal esperamos que tal situação aconteça conosco para que possamos escolhê-lO.

O legal é que a gente nem percebe a nossa deixa de dizer: "Eu escolho Deus!".

Constantemente ouvimos essa frase. Somos obrigados a escolher. "Ou Deus ou eu", dizem. Às vezes são nossos sonhos, às vezes alguns familiares, nossos sentimentos, nossos desejos mais intensos!

Talvez seja aquela faculdade que você se esforçou tanto para alcançar. Talvez seja aquela amizade que você levou tanto tempo para cativar. Talvez seja aquele seu gosto por música, comida ou tipo de gente. Talvez a gente precise dizer não ao nosso orgulho, à nossa autossuficiência, à nossa teimosia e até ao nosso jeito.

Não há como se encher de Deus se estamos cheios de nós mesmos. Há coisas que não podemos conciliar. Deus não divide seu lugar com ninguém. Será que nós temos, realmente, santificado a Cristo como o Senhor de nossos corações (cf. 1Pe 3.15)?

E às vezes não são nem nossas vontades que nos dizem para escolher. Às vezes é o próprio Deus que nos perguntará: "A sua vontade ou a minha"?

A Palavra do Senhor diz que os pensamentos dEle são muito maiores que os nossos (cf. Is 55.9), e que esses pensamentos sobre nós são de paz, e não de mal (cf. Jr 29.11). Ele nos diz para deixarmos nossa vontades para trás, para carregarmos a nossa cruz e segui-lo! Em troca - e nem sei dizer se "troca" seria a palavra certa -, Ele nos prepara um lugar onde não haverá morte, nem dor, nem clamor, onde tudo é novo, e toda essa dor que conhecemos não existe mais!

Nós precisamos abrir mão de algumas coisas para receber o novo de Deus. Precisamos renunciar o bom para alcançarmos o melhor! Temos que deixar doer hoje para ver nossa ferida cicatrizada amanhã! Temos que amar mais a Deus do que a nós mesmos, para que os planos de Deus sejam mais presentes em nossas vidas do que os nossos próprios.

Que nós possamos olhar diante do espelho e dizer: "Ou Deus ou eu". Que a cada vez que nós formos tomar uma decisão, nós pensemos: "Ou Deus ou eu". Não há espaço na minha vida para mim e para Deus ao mesmo tempo. E eu desejo ter forças para que, a cada dia, eu consiga respirar fundo e dizer: "Eu escolho Deus!".

"Assim, pois, qualquer de vós que não renunciar a tudo quanto tem
não pode ser meu discípulo."
- Lucas 14.33

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