quarta-feira, 18 de maio de 2016

Amar a Deus



"[...] Amarás ao Senhor, teu Deus,
de todo o teu coração,
e de toda a tua alma,
e de todas as tuas forças,
e de todo o teu entendimento
[...]"
Lucas 10.27

Não é novidade para ninguém dizer que todo o discurso de Cristo se resume a "Amai a Deus acima de todas as coisas, e ao teu próximo como a ti mesmo". Na verdade é tão clichê que, por muitas vezes, acabamos deixando passar batido o real significado destas palavras. Olhando para a minha vida, percebi que simpatizei bastante com a parte de amar ao próximo, mas que estava profundamente distante de amar a Deus plenamente.

Nas próprias palavras de Jesus, temos detalhadamente as instruções para amar a Deus. E é sobre a forma que Ele quer que o amemos que eu quero conversar com vocês hoje.

  • Amar a Deus de todo o nosso coração
Quando falamos em coração, automaticamente ligamos esta palavra ao sentir. Quando perdemos alguém importante, sentimos aquele aperto no coração. Quando estamos em uma situação tensa, sentimos o nosso coração na boca. Quando estamos ansiosos, sentimos o nosso coração palpitar. E quando nos encontramos com Deus? Por que não atribuímos tanto sentimento quando se trata dEle?

Nós colocamos na cabeça que nós precisamos orar todos os dias, e ler a Bíblia também. Jejum pelo menos uma vez por semana, é o que nos dizem. E quando nossas cabecinhas estão cheias dessa regra, nós perdemos uma das coisas que mais bota um sorriso no rosto de Deus: a espontaneidade.

Não sentimos mais. Nem temos mais tempo pra isso! Como vamos amar a Deus de todo o nosso coração se quando vamos falar com Ele agimos como se nem tivéssemos coração?!

O coração também está ligado à vontade, ao querer. Amar a Deus de todo o coração também é desejar estar perto dEle, e não fazer isso apenas como uma mera obrigação, como forma de bater cartão e não ficar "em dívida com Deus".

  • Amar a Deus de toda a nossa alma
No Salmo 42, o salmista compara sua alma como um cervo que almeja a corrente das águas. Era dessa forma que ele ansiava encontrar com o Senhor. Como se toda a sua existência dependesse disso. E é dessa forma que Cristo nos aconselha a amar a Deus.

Eu ouvi uma pregação no ano passado, cujo tema era "Buscando a presença de Deus como necessidade, não como desejo". O desejo passa, ninguém morre quando não tem um desejo realizado. Diferentemente da necessidade, que garante a sobrevivência de uma pessoa.

Certa vez eu estava conversando com alguém que me disse: "Eu não busco a Deus porque eu quero. Eu busco porque eu preciso". E essas palavras não soaram como "só faço por obrigação", mas como "se eu não buscá-lo, eu morro"!

Você já parou para pensar em como está a sua alma?

Por esses dias eu tenho percebido que buscar a Deus é uma necessidade, porque eu entendi que Ele é o único que pode vivificar a minha alma. Quando passamos a buscá-lo porque entendemos que só Ele é quem pode nos dar vida, e que sem Ele não somos nada, e deixamos de nos importar tanto com o que Ele pode nos dar, mas focamos no que Ele já fez, e concluímos que tudo isso foi muito além de Sua "obrigação" (se é que podemos chamar assim), então sim, estamos amando a Deus de toda a nossa alma.

  • Amar a Deus de todas as nossas forças
Quando eu penso em força, eu me lembro do dia em que fui no Centro para comprar tecidos com a minha mãe. No fim do dia, definitivamente, eu não saberia nem de longe o que era ter força. Cheguei em casa totalmente acabada, desgastada, pedindo cama. Sem uma gota de energia.

Também me lembro da época em que havia um processo seletivo para uma competição de atletismo na escola, que eu gostaria muito de ser classificada. Eu não pensava em como minhas pernas doeriam no final do dia ou se eu sentiria muita falta de ar depois de correr. Eu só queria ganhar, e faria o que fosse preciso para isso.

Amar a Deus com todas as nossas forças é mais ou menos isso. Nós estamos cansados, mas vamos com nossos restinho de energia buscá-lo. Nós queremos muito fazer alguma coisa, mas queremos muito mais estar com Ele. Arregaçamos as mangas só para agradá-lo. Lutamos bravamente contra a nossa carne só para que os frutos do espírito se sobressaiam, a fim de divulgar a glória dEle.

  • Amar a Deus de todo o nosso entendimento
Não é de hoje que o Evangelho tem sido banalizado, de forma que tudo o que vemos é uma onda de movimento sem transformação. Tanto para o lado do movimento propriamente dito, quanto para o do sentimentalismo. E, infelizmente, temos nos esquecido de apresentar o nosso culto racional. Nos esquecemos que Deus vê além do que o homem vê, e que não adianta nada se não houver sinceridade.

Precisamos ter consciência do que pretendemos entregar para Deus. Que nossas ações não sejam embasadas no fato de que todos estão fazendo. Que venhamos verdadeiramente apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (cf. Rm 12.1).



Amar a Deus é realmente um desafio, mas quando eu me lembro do desafio que Ele teve que encarar por nós, concluo que talvez não seja a coisa mais difícil do mundo.

É isso galera!
Tamo junto nessa caminhada,
deixando as coisas que para trás ficam
e prosseguindo para as que estão diante de nós.

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