sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Confiar em Deus - Já sei oqtaconteseno!



E aí galera! Como é que vocês estão?

Esse textinho é continuação do textinho lá da nossa amiguinha Carol. Se você ainda não leu o textinho da coala, essa é a hora - depois a gente continua nosso papo, falou?
(Pra ler é só clicar aqui >> http://coalapensante.blogspot.com.br/2016/09/qqtaconteseno.html )

Senta que hoje nosso papo está cheio das referências!


----------------------


Pegue sua venda, coloque-a nos olhos e diga: "Agora sim, tudo está sob controle". Qualquer um de nós acreditaria ser uma grande loucura, mas nos esquecemos que a loucura de Deus é beeeem mais sábia do que a nossa sabedoria.

Ouça as palavras de alguém que não soube confiar. Conheço bem as consequências de caminhar com as próprias pernas, e hoje sei que, seu eu tivesse confiado em Deus, o que vivo hoje seria diferente. Se eu soubesse que o que vinha pela frente não era o que eu imaginava, eu teria simplesmente descansado no Senhor enquanto Ele me guiava. Mas a minha história não foi bem assim.

Para falar a verdade, no início de tudo eu me achava a dona da razão, a musa da causa e efeito, a diferentona. Depois, quando comecei a colher os frutos que plantei, fiquei meio: Oqtaconteseno? E só então, depois de muito trabalhar de Deus em minha visão, eu sei oqtaconteseno!

Antes de eu chegar no X da questão, dá uma olhadinha no refrão dessa música da Ludmila Ferber:

Quando tudo parece estranho ao redor
Buscar Tua face é preciso, Deus
Quando a gente não sabe o que está ocorrendo
Buscar Tua face é preciso, Deus
Quando a fúria dos ventos vem contra nós
E a vontade é sumir e calar a voz
É nesse hora que a gente precisa lutar 
E jamais desistir
Justamente agora é o momento de se humilhar
E buscar a face de Deus

Eu nem preciso dizer mais nada, né?

Mas não é sobre isso que quero falar com vocês. Eu quero falar que eu já descobri o que está acontecendo!

Digamos que sua vida é uma história escrita por Deus, e você é um daqueles leitores que não gosta de trapacear e ler a última página "acidentalmente" (até porque não temos esse poder quando o livro é a nossa vida). Quando estamos nos primeiros capítulos, nada faz muito sentido. No meio do livro, já estamos desesperados com as ações dos personagens. E ao final estamos pensando: "Precisava mesmo daquilo, cara?". É o típico Tinha espaço pro Jack, sim, Rose!*

Tem uma música do novo CD do Livres Para Adorar que diz: "Se eu conhecesse o eco das escolhas que eu fiz/ As cicatrizes hoje não seriam assim"**, devo concordar. Se lá atrás eu soubesse que o caminho que tomei me levaria aonde estou agora, eu com certeza escolheria outro. O que é bom poderia ser abundante, o tempo de confusão poderia ser investido em meu relacionamento com Deus.

Hoje eu olho para trás, e já sei o que está acontecendo. Eu vejo Deus tentando me guiar pelos melhores caminhos, eu sendo teimosa (como sempre) e indo pelo lado oposto, então Ele usando os obstáculos do meu caminho errado para me fazer mais forte, e só então chego onde estou.

Eu passei por muito sofrimento desnecessário. Eu estou bem, mas poderia estar melhor. Eu poderia estar bem sem essas cicatrizes e marcas que carrego por conta de minhas escolhas erradas. Como diria Bruno Mastrocolla, "Hoje entendo, sim/ Que o que eu não entendi era o melhor pra mim"***, e continuo a compreender que os planos de Deus, os planos que eu não entendo, são os melhores para mim.

Se Deus me permitisse passar pela mesma situação de novo, eu novamente não saberia o que estaria acontecendo. E no final das contas, não é preciso saber. Deus só quer que a gente confie nele, sem entender nada. Ele quer que a gente coloque mesmo a venda nos olhos e vá andar na corda bamba. Ele só quer que a gente seja como aquele bebê que apenas quer o colo da mãe, pois tem a certeza de que será protegido entre aqueles braços de afeto.

Eu já sei oqtaconteseno. Mas eu sei das coisas que já se passaram. Eu sei dos livros que já foram escritos. O que eu vivo hoje eu não entendo, eu não preciso entender. Eu confio. E quando não confio, boto a carroça na frente dos bois já ciente das turbulências.

Você não sabe o que acontece hoje, mas faça bom uso de suas memórias, lembre-se das coisas que você já sabe, e leve essa bagagem para mais esse deserto.

Tudo é uma lição, a gente tem que aprender
O Mestre usa a vida
A vida usa tudo


"Respondeu Jesus e disse-lhes:
O que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois."
- João 13.7




Eu confio
Nova voz


---------
Notas

* Referência às últimas cenas do filme Titanic
** Música Marcas do CD Só em Jesus do Livres Para Adorar
*** Música Outubro de Bruno Mastrocolla (feat. Daniela Araújo)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ponto de Vista



O sangue pintou o quadro mais belo
A lágrima regou a mais delicada flor
As noites em claro inspiraram a mais viva poesia
O coração ferido esboçou o mais sincero sorriso
O trabalho árduo nos tornou mais fortes
As tempestades nos ensinaram a velejar
A cada adeus um novo mundo, nova história
A cada guerra alcançamos a vitória
A cicatriz nos mostra que superamos o mal
Os pés cansados nos fazem ver aonde chegamos
O silêncio revelou nossa canção
Depois da chuva sempre vem o arco-íris
Depois da crise sempre vem a solução
O sofrimento não é só desolação
É uma escola, cada dia uma lição
E se parar para pensar vai perceber
Que foram as quedas, ferimentos e confusões
Que te tornaram quem hoje você é

A vida pode ser o escombro de uma tragédia
Ou uma belíssima rosa com alguns espinhos
Tudo depende de como se vê

sábado, 24 de setembro de 2016

A história de quando eu decidi me perdoar



Eu sempre fui o exemplo típico de boa menina. As expectativas sempre foram altas a meu respeito. Mas somente Deus, as pessoas que eu já tinha feito algum mal e eu sabíamos quão podre eu sempre fui por dentro. Dentre todos os pecados que eu cometia com frequência, talvez o que mais me incomodasse fosse o incrível poder que eu tinha de machucar as pessoas.

Aos nove fiz isso e não notei. Com onze repeti e perdi uma grande amizade. Resolução para 2016: não cometer novamente os erros que cometi. Realidade: Falhei de novo. Droga!

A partir daquele dia (ou daquela sequência de fatos) não me olhei da mesma forma. Quando encarava o espelho, tudo o que eu via era um monstro com garras sujas com sangue de alma inocente, e orgulho maior do que a capacidade destrutiva.

Se havia alguém que poderia me ajudar, esse alguém era Deus. Sentei à beira da cama e pedi perdão. Essa cena se repetiu durante meses. Mal sabia eu que Ele já havia me perdoado. Sentada no chão já pedi por ajuda, clamei por socorro, implorei por conforto. Mas não era o perdão de Deus que me faltava; era o meu próprio perdão.

Imperdoável. Era assim que eu definia as minhas ações. A culpa era maior que a certeza de que eu já tinha sido perdoada. Me apeguei ao passado e coloquei na cabeça que tudo o que aconteceu lá definia minha existência. Me esqueci que até mesmo Saulo, que perseguia aqueles que seguiam a Cristo, foi perdoado, restaurado e totalmente livre de seu passado.

Não cabia a mim decidir se aquilo era perdoável ou não. Nunca coube. Se Deus já havia me perdoado, quem era eu para me negar a oferecer perdão a mim mesma? Conversei sobre essa situação com uma pessoa especial que me disse: "Isso não é uma catástrofe!". Então percebi que realmente não era!

Eu errei, mas tantas pessoas já erraram comigo e eu permaneço viva. Lembrei-me de minhas angústias passadas: Aquilo não era o fim. O que fiz não foi bom, mas se eu me arrependi, pra que tanta culpa? O que foi feito, foi feito. De nada adianta me culpar e consumir qualquer raiz de esperança como forma de demonstrar arrependimento. Arrependimento é mudança de mente e de atitude, e não tentar se matar por asfixia gritando no travesseiro.

Ei, presta atenção! Não há pecado imperdoável para Deus, ouviu? Ele só precisa que você se arrependa. E não é remorso, não. É entender que aquilo foi errado e se comprometer a trilhar caminhos que não te levem ao mesmo erro. O peso de seu pecado não cabe a você. Pecado é pecado, erro é erro e Deus é Deus. Deus que perdoa, Deus de graça que nos dá o que não merecemos. Consequência é consequência, lide com elas! Mas o perdão de Deus é inevitável quando há arrependimento e confissão. O perdão do Dono da Justiça está em suas mãos, agora só falta você.

Pare de se culpar. Culpar-se não traz mudança. Analise seus passos, mude de tática, mande a culpa para o calabouço onde ela não possa te atormentar com seus gritos! Agarre o perdão de Deus, libere seu próprio perdão. A vida não acabou, foi isso que aprendi. Você ainda tem muito chão pela frente. Pare de se concentrar no buraco que te fez cair lá atrás!


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Não, você não precisa de pernas!



Senta que hoje tem Papo com as Solteiras! <3

O fruto do meu vizinho
Parece melhor que o meu
Seu sonho de ir lá em cima
Eu creio que é engano seu

Se você estava assistindo A Pequena Sereia ontem no Disney Channel, você não está sozinha. Toca aqui que tamo junto, cara!

Faz um tempinho que quero dizer isso. Eu sei que vai soar um pouco feio, mas... OLHA AQUI! VOCÊ NÃO PRECISA DE PERNAS, OK?

Calma, calma, calma. Não é o que você está pensando.

Vem comigo no flashback....

Ariel vai à superfície do mar, vê o príncipe Erick, acontecem algumas coisas que eu não lembro, ela salva o príncipe Erick, ela canta e se apaixona, ele se lembra da voz dela e decide encontrar a moça misteriosa a todo custo. Ele é humano. Ela é sereia. Ela arrumou a maior briga com o pai por causa da sua quedinha pelo humano Erick, foi procurar a vilã do mar que lhe ofereceu um contrato: Pernas em troca de sua voz.

Familiar? Talvez você ainda não tenha entendido. Eu sei que ficou bem confuso, mas vou explicar.

Moça, você é uma sereia. Você tem um Pai que é Rei de todo o mar. Ele só quer o melhor pra você, incluindo um tritãozinho bem maroto pra te fazer companhia o resto da vida. Você não precisa procurar fora do mar o humaninho que te fará feliz.

Moça, o seu talento é lindo, sabia? Não precisa entregá-lo em troca de pernas. O que você faz não há quem faça tão bem quanto você. Você canta de um jeito que toca na alma, expressa sentimentos no papel, tem os melhores conselhos, fala em público como ninguém! O Rei do Mar está no mar, e as pernas não te deixarão mais viver no mar. Pernas impressionarão um humano, mas te deixarão tão longe do Rei do Mar, de um jeito que você não conseguirá mais viver junto dele.

Moça, eu sei que aquele príncipe humaninho parece a oitava maravilha do mundo, mas entre a terra e o mar, escolha o mar. Como eu disse, o Rei do Mar mora lá! O Rei cuida de você, dá tudo o que você precisa, e Ele te ama como ninguém. Ele é o seu Pai, moça! Eu sei que às vezes Ele parece um coroa chato que não deixa a gente fazer o que a gente quer, mas essa é uma visão totalmente equivocada. Ele só quer o seu bem!

Moça, você não precisa procurar a vilã dos sete mares para lhe conceder um pedido. Como ela mesma diz, tudo tem um preço. Olha, ela vai querer a todo custo botar na tua cabecinha que você é infeliz, mas ouça aqui, moça: Você é a sereia mais feliz do mundo! Você tem um Pai que te ama, tem um lar onde pode retornar depois de um dia difícil, e tem um talento que é só seu, que pode usar para dar toda glória ao Rei! Sem essa de "corações infelizes". Se há alguém que pode curar esse teu coração infeliz é o Pai, e não uma bruxa e nem um príncipe bonitinho de olhar apaixonante.

Entendeu? Então repita comigo...

Eu não preciso de um príncipe para ser a sereia mais feliz dos sete mares...
Eu não preciso de um príncipe para ser a sereia mais feliz dos sete mares...
Eu não preciso de um príncipe para ser a sereia mais feliz dos sete mares...
Eu não preciso de um príncipe para ser a sereia mais feliz dos sete mares...
Eu não preciso de um príncipe para ser a sereia mais feliz dos sete mares...

Só mais uma vez pra ficar na mente...
Eu não preciso de um príncipe para ser a sereia mais feliz dos sete mares...

Moça, deixa eu falar na nossa linguagem.

Você é de Cristo. Você é do Reino. Você é filha do Rei. Você tem um lindo talento que Deus te deu. Você tem um lindo relacionamento com Deus que precisa ser cultivado. O céu é o limite! Literalmente.

Não troque o céu por nada. Não troque a primogenitura por um prato de lentilhas. Não troque o presente que Deus te deu por cinco minutos tentando impressionar aquele rapaz que não dá a mínima pro seu Deus.

Você precisa entender que Deus é o teu tudo. Isso não quer dizer que Ele não vai te deixar namorar, porque Ele te basta. Isso quer dizer que você é dele, e que por isso Ele vai preparar um dos dele para passar o resto da vida contigo. Um filho de Deus marotinho para você passar o resto da vida, sacou?

Moça, Ele só quer o seu bem. Às vezes parece chato quando Ele nos diz não, mas às vezes é preciso abrir mão do bom para conseguir o melhor. Não vale a pena largar o seu lugar no colo do Pai só para impressionar um rapazinho lindo pra danar.

A história de Ariel tem um final feliz porque é um conto de fadas da Disney. Não dá pra fazer um final triste, você sabe. Mas a vida real tem os dois lados da moeda, e é preciso ter muito cuidado ao jogar.

Veja bem. O príncipe Erick se apaixonou pela voz de Ariel. Úrsula deu as pernas para que ela pudesse ir à terra, mas tomou a voz dela. Você já parou para pensar que, talvez, o único motivo para que os rapazes olhem para você de forma diferente seja a presença de Deus em você? Se um rapaz que não reconhece Deus como Pai admira o modo como você se porta como filha do Criador do Mundo e Rei dos Mares, quando você largar Deus para correr atrás dele, o interesse sumirá.

Moça, que não seja pelo decote, pela maquiagem, pelas máscaras ou pelas pernas que os rapazes olhem para você. Que seja pelo caráter, pelo teu jeito e, principalmente, pela presença de Deus.

Você não precisa de pernas. Você você é livre para nadar no mar inteiro! Você não precisa de pernas. Você recebeu um presente de Deus lindo, e não deve trocá-lo por nada! Você não precisa de pernas. O teu príncipe está no mar, e não precisará ver pernas abaixo de seus quadris para se apaixonar.


sábado, 17 de setembro de 2016

Isso não é um texto motivacional



Não era a primeira nem a segunda vez que aqueles pensamentos apareciam. A princípio era apenas um vento que provocava alvoroço, e depois se tornou uma nuvem cinzenta pairando sobre sua cabeça. Um, dois, três cortes. Outrora o prazer estava em ver uma gotinha vermelha escorrer pelas trilhas traçadas pela lâmina, agora deseja acertar em cheio a posição do corte que não teria mais volta.

Já tinha ouvido sobre suicídio, mas não tinha medo da morte. Acreditava já ter desfalecido, com correntes em sua alma a prendê-la a um corpo aparentemente vivo. Não era sobre morrer, era sobre libertar-se. Sobre trincar a casca e parar de esconder os vermes que consumiam a alma e a mente. O corpo só após a caminhada fúnebre.

A monotonia tomou conta da rotina. Acorda cedo, vem aqui, pare lá, obedeça, e principalmente: Seja feliz! Já havia se cansado de esboçar um sorriso amarelo no rosto só para não dever explicações sobre seu humor. Ninguém jamais entenderia a sensação de não sentir mais dor, nem medo, nem alegria. Ninguém aceitaria uma caixa de esperanças vazia, um álbum de memórias queimado, e um coração que nem está mais quebrado, pois já sumiu.

Diferentemente da opinião comum, não era covarde. Na verdade tinha até muita coragem de se levantar da cama todas as manhãs, ler o jornal e não desistir de respirar. Vez ou outra conversava com alguém que talvez pudesse ajudar, mas na maioria das vezes era em vão. Ouvia os conselhos com atenção, mas não agia de acordo na hora de praticar. Então aquela vozinha aparece de novo: "Inútil! Não consegue nem fazer uma coisa fácil como essa!".

Oh, céus! Quem compreenderia? Estaria só nesse mundo? O silêncio sempre lhe pareceu a melhor opção, afinal, não parecia boa ideia incomodar pessoas que vivem tão bem para falar de problemas tão miseráveis.

Num dia desses qualquer, saiu de casa só com três e oitenta para chegar à estação de metrô. Olhou em volta, não havia ninguém para impedir. Deu uns passos à frente, encheu os pulmões pela última vez. A casca que prendia sua alma a uma suposta vida foi despedaçada, esmiuçada, tornada pó.

O maquinista não se importou. Os passageiros não se assustaram. A locomotiva não parou. E só retirariam o corpo ao final do dia. Era normal. Também era normal os constantes comentários dizendo "bem feito", que era frescura, que só queria chamar atenção.

Quem sabe se tivesse sabido que tudo bem não estar bem, o final não seria diferente. Quem sabe se ao invés de largar mão tratassem a pessoa como gente. Quem sabe se no lugar de críticas tivesse alguém para escutar, estender a mão. Mas não foi isso que aconteceu.

Não é isso que acontece. Será que um dia acontecerá? Ou será que ajudaremos, dia após dia, a casca viva se trincar?

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Para Quando Você Precisa da Graça Para Substituir a Culpa

Texto escrito por Amanda Beguerie
Traduzido com permissão por Karina Ab
Postado originalmente aqui



Às vezes, um dia inteiro de escrita é feito de encarar folhas em branco e esperar que as palavras venham.

E alguns dias tomam muita energia para fazer tarefas simples, para verificar coisas de uma to-do list, para convencer a nós mesmos a fazer coisas que sabemos que precisamos fazer.

E nesses dias, os cheios de procrastinação e falta de motivação, nós frequentemente podemos nos deixar ser superados pela culpa.

Culpa. O oposto de liberdade.

É uma palavra feia, uma coisa feia, e algo que aflige a tantos de nós.

É terrível como muitos de nós podemos deixar a culpa falar em nossas vidas.

"Você não mandou mensagem ao seu melhor amigo em três semanas? Uau, que grande amigo você é."

"Você ainda não terminou esse livro? Uau, como você é lento."

"Você não consegue manter sua casa limpa? Que patético."

"Você não tem se exercitado? Não é de admirar que você está lentamente ganhando peso. Outras pessoas também podem dizer, você sabe."

"Você tem bloqueio criativo? Haha, não, você não tem. Isso é só desculpa para preguiça. Qualquer um consegue escrever."

"Você ainda não terminou o curso? Aquela pessoa levou apenas três semanas, seu procrastinador miserável."

E as vozes continuam.

Envergonhando. Cortando. Nos colocando para baixo. E enquanto eu poderia dizer alguma coisa encorajadora, tal como "Mas não ouça essa negatividade, porque você é um superstar!", eu não estou fazendo isso. Isso não tem nada a ver com status, nem com aulto-estima.

Confrontar a culpa é sobre algo além de desconsiderar a chamada "negatividade".

É, em última instância, sobre liberdade e graça, e entender essas coisas a um nível da alma, é internalizá-los.

Nós frequentemente pensamos que a graça só tem a ver com pecado e salvação, mas esquecemos que a graça é para nós no dia a dia.

Nós frequentemente pensamos que a liberdade é sobre escravidão do pecado e morte, mas esquecemos que nós também podemos encontrar a mesma liberdade a cada momento de nossa vida.

Nós sabemos que não somos condenados por nossos pecados, mas às vezes há essa voz em nossas cabeças que diz que nós somos condenador por nossas falhas, por nossas deficiências, ou nossa procrastinação.

Mas nós não temos que ouvir a voz da culpa. Nós podemos ouvir a Voz da Verdade. A Voz que nos diz que somos novos em Cristo (2 Coríntios 5.17), a Voz que nos diz que é Cristo quem vive em nós (Gálatas 2.20), a Voz que nos promete verdadeira paz (João 14.27).

Se não enchermos nossas mentes com a verdade, nós constantemente escutaremos a voz da Culpa em nossas cabeças nos dizendo que não somos o bastante. Que nós não fizemos o bastante, que nós nunca seremos bons o bastante, que nós somos fracassos e que não temos esperança e que é isso.

Mas quando nós paramos por ai, nós conseguimos facilmente sentir falta da plenitude da graça. Não é apenas sobre Jesus perdoar-nos dos Grandes Pecados, mas sobre Seu amor cobrir nossas imperfeições diárias nesse mundo caído.

Não é apenas sobre falhar, mas sobre tornar a Deus em nossas fraquezas para encontrar Sua ajuda.

Hebreus 4.16
"Deixa-nos com confiança aproximar-nos do trono da graça, que nós podemos receber misericórdia e encontrar graça para ajudar em tempos de necessidade."

Falharemos em atingir nossas metas? Sim. Nos estressaremos até beirarmos a loucura? Provavelmente. Ficaremos deprimidos, nos sentindo desesperançosos, ou sozinhos, grandes procrastinadores, ou lutando até o próximo passo? Absolutamente. Talvez não todas essas coisas, ou talvez todas de uma vez.

Mas independentemente do que sentimos, independentemente do que nós pensamos de nós mesmos, independentemente de qualquer circunstância externa - nós não estamos desesperançosos.

Nós não estamos sem a graça.

Nós temos a graça que é maior do que as mentiras da culpa. Nós temos sido libertos não apenas da escravidão do pecado, mas da escravidão de nossas expectativas, e de nossos próprios padrões de perfeição.

O que nós precismos para continuar percebendo é que Jesus é suficiente.

Ele é forte o bastante para carregar o peso do mundo, e também o peso desse momento.

Ele é forte o bastante para mandar embora não só seu pecado, mas também sua culpa e sua vergonha e sua dor que você carrega ao redor com você.

Amigo, você não está sozinho. Você não está sem esperança. Você não caiu tão longe da graça ou da misericórdia ou do perdão para que não sejam mais aplicados a você.

Até quando coisas parecerem sombrias - por favor saiba que você nunca está sozinho.

*aj
-------------------

Quando eu li esse texto, deu uma vontade de abraçar e guardar num potinho para sempre! Quantas vezes nós deixamos de nos achegar a Cristo por causa de culpa ou medo. Quantas vezes deixamos de dar o nosso melhor - para as pessoas à nossa volta e para Deus - por medos de chegarmos alto demais e a queda ser muito dolorosa. Que venhamos verdadeiramente compreender que a Graça do Pai nos basta, e que é justo quando temos uma coleção de motivos para nos sentir culpados que Ele tem uma esperança e forças para nós.

// Para quem quiser ler mais textinhos da Amanda Beguerie (em inglês ou com ajudinha do Tio Google Tradutor), segue o link => https://scatteredjournalpages.com/  //

Fiquem com Deus
e até a próxima! o/

sábado, 10 de setembro de 2016

O jejum aprazível a Deus



Quando falamos em jejum, logo pensamos em um período sem nos alimentar, para pedir ou agradecer a Deus por algo. E justamente por pensarmos que o jejum é somente isso, perdemos sua essência e o seu real significado.

"Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. Todavia, me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos; como um povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu o não sabes? Eis que, no dia em que jejuais, achais o vosso próprio contentamento e requereis todo o vosso trabalho. Eis que, para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis como hoje, para fazer a vossa voz no alto. (Isaías 58.1-4)

O povo de Israel jejuava, porém o Senhor dizia para que Isaías anunciasse os pecados do povo. O povo jejuava, mas Deus não recebia o sacrifício. O Senhor diz que não aceitava o jejum porque eles o faziam para bater no peito como os fariseus e dizer que jejuavam, faziam isso para se achar superior. De que vale abrirmos mão de nosso café da manhã e às vezes até do almoço em vão?

Por esses tempos tenho passado por algumas situações que necessitam de preparação espiritual, e por isso tenho me preocupado em saber se Deus tem recebido o meu jejum, e quero compartilhar com vocês o que tenho descobrido.

  • O jejum é espiritual e não material
Se pensarmos no jejum como algo material, o simples ato de não comer já se torna jejum. Quando pensamos de uma forma espiritual, conseguimos entender o porquê do jejum, e percebemos que vai além do alimento.

Nós não jejuamos para ficar com fome. Jejuamos para mortificar a carne. O nosso corpo precisa do alimento, e nós simplesmente não alimentamos o nosso corpo, num ato de controlar nossos impulsos e de mostrar que a nossa carne não tem poder sobre nós. Que não seja uma necessidade fisiológica que nos impeça de fazer algo especial para Deus.

Quando mortificamos a nossa carne conseguimos calá-la por um instante, e temos a oportunidade de alimentar o nosso espírito.

  • O jejum é uma substituição e não uma abstenção
Suponhamos que você quer levar uma vida saudável. Logo, você não comerá um lanche super calórico, certo? E de que adianta você não comer o lanche super calórico mas também não se alimentar com um belíssimo prato de salada? Em outras palavras, de que adianta mortificarmos a carne se não alimentamos o espírito?

O jejum é uma troca. Trocamos o prazer da carne pelo prazer do espírito. Não adianta não comermos mas também não fazermos nada para fortalecer nosso espírito. O dia que separamos para jejuar ao Senhor deve ser um dia totalmente dedicado a Ele, pois nossa carne estará fraca, porém nosso espírito deve estar forte.

  • O jejum é sobre o que entra e o que sai
Então nós decidimos jejuar até seis horas da tarde, e nossa língua não toca uma gota de água. Porém, perdemos a conta de quantas vezes murmuramos contra Deus ou contra o próximo. De que vale não comer nada mas pecar o dia todo?

Como já disse, jejum é algo espiritual. Precisamos estar vigilantes a todo tempo (e não só nos dias em que jejuamos) em relação ao que entra e ao que sai. O que você tem consumido? Que músicas têm chegado a seus ouvidos? Que filmes têm chegado a seus olhos? Que palavras têm saído de sua boca? Que pensamentos têm chegado à sua mente? É preciso estar bem atento a isso pois, novamente, o jejum é algo espiritual

  • O jejum não é dieta
Um grande erro que muitas vezes cometemos é tentar aproveitar uma situação para jejuarmos. Como exemplo clássico, usar jejum para emagrecer. Quantas vezes não pensamos em jejuar porque não vai dar tempo de tomar café antes de sair de casa? Ou então porque não tem nada do que gostamos? Novamente volto a dizer: O jejum é espiritual. Além disso, Deus não divide a glória com ninguém. Antes de tudo, precisamos decidir se vamos fazer algo para Deus ou para nós mesmos, porque as duas coisas não dá.

  • O jejum não é uma tortura
E justamente por não ser uma tortura é que não devemos ficar nos lamentando por fazer. Veja o que o Senhor disse ao povo de Israel:
"Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza?" (Isaías 58.5)
O jejum é para ser agradável, uma forma de estarmos mais sensíveis à voz do Espírito Santo, e não um motivo para nos lamentarmos. Se for para tacar na cara de Deus que estamos jejuando e que está doendo, é melhor então nem jejuarmos.


  • O jejum é para ser feito em secreto
Jesus nos ordena que, quando jejuarmos, não alteremos nosso humor, não nos mostremos tristes ou desolados, mas para apresentarmos um humor digno de uma pessoa feliz, para que ninguém saiba do nosso jejum, apenas Deus (Mateus 6.16-18).

O jejum é intimidade com Deus, e não cabe a terceiros o conhecimento desta intimidade. Não vale de nada usarmos essa intimidade com Deus para nos vangloriarmos e nos acharmos mais santos. O simples fato de decidirmos fazer um jejum já significa que reconhecemos que nada somos diante de um Deus tão glorioso.

***

"Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo? Porventura, não é também que repartas teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será tua retaguarda. Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade." (Isaías 58.6-9)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O ato de confiar em Deus



Pare um pouco e reflita você mesmo sobre o que é confiar em Deus. Refletiu? Okay! Então, de acordo com o dicionário, confiar é crer, acreditar na verdade das intenções ou das palavras de alguém. Segundo a bíblia significa crer que Deus fará exatamente o que Ele diz. 

Em Provérbios 3:;5-6 diz claramente o que devemos fazer, mas porque será que é tão difícil simplesmente ouvir essa voz? Porque somos tão rebeldes e não conseguimos apenas confiar ? Bom, na minha teoria, teoria de Cah, somos seres humanos com telencéfalo altamente desenvolvido, polegar opositor e somos capazes de pensar, mas por esse pensar é que deixamos de acreditar! Vou explicar.

Quando pensamos demais, acabamos deixando lugar para pensamentos ruins, e esses pensamentos ruins são os que nos levam a desacreditar nas promessas que God nos fez. Imagino que God fica um pouco bravo quando diz que já fez e nós como seres humanos com telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, temos a incrível capacidade de pensar que NÃO VAI DAR CERTO!

Ouuuuuu! ACORDA SERUMANINHO! Se God já falou que fez, pra que ficar pensando naquilo, procurando meios de você mesmo fazer as coisas andarem, tentar fazer caminhos? Se God disse que já fez, quem é você pra pensar ao contrário?

Vou dar um exemplo: O caminho para a sua vitória é como uma avenida super movimentada, e você, um pedestre com pressa de chegar ao destino. O ato de confiar é: enquanto anda pela avenida, não fique você mesmo  planejando como vai chegar. Se você confia em Deus, ponha uma venda em seus olhos e dê as mãos para Deus, você vai ver como você vai chegar rapidinho.

Sei que é difícil você confiar assim, ao ponto de não querer mais enxergar, mas sim deixar Deus te levar. Sua vitória já foi determinada, basta você crer, e lembre-se:


"Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós" (1 Pedro 5.7)

É isso! Espero que tenha ajudado :) :3

Caroline Caproni


sábado, 3 de setembro de 2016

Você é uma pessoa ruim


Há um tempo eu insistia em dizer para outra pessoa: "Você não é uma pessoa ruim". Eu tentei até mesmo escrever um texto para expor esse meu ponto de vista, mas no meio dele percebi que era um argumento falido. A verdade é que eu não posso dizer que você não é uma pessoa ruim, porque você é -  assim como eu também sou.

Nos momentos da minha vida em que me sinto como um monstro, costumo olhar pra dentro de mim e dizer: "Não, você não é. Você é uma pessoa boa". Mas percebo que dizer isso não adianta, porque eu não sou.

O ser humano não é bom. Nós carregamos em nós a terrível herança que Adão nos deixou. Em nossas veias corre a iniquidade. Naturalmente já somos pecadores e já nascemos afastados de Deus. Somos maus, fazemos o mal quando pretendemos fazer o bem, machucamos os outros quando queremos agradar. Não sabemos como ser pessoas boas. Mas isso não é motivo para se desesperar.

Se todos nós fôssemos bons como geralmente julgamos ser, não precisaríamos de um Deus para nos ajudar, afinal, saberíamos muito bem o que é bom, e assim o faríamos. E é justamente a maldade que circula em nossos ossos que nos leva ao Evangelho.

Você é uma pessoa ruim, sim! E por ser uma pessoa ruim, você necessita de um Deus bom. Por ser um pecador, você precisa de um Redentor. Por não saber o que é melhor para você, você precisa de uma Luz. Isso não é errado ou anormal. Isso é humano. E se há alguma coisa que Deus espera que sejamos é essa: Humanos.

Deus nos criou humanos, perfeitos. Ele sabia que cedo ou tarde Adão pecaria. A partir dali Ele sabia que a humanidade teria uma horrível tendência ao pecado, e que nós pecaríamos, e que o magoaríamos, e que o desobedeceríamos, mas mesmo assim Ele nos amou. Mesmo sabendo que volta e meia nós nos voltaríamos contra Ele para dizer que Ele não faz nada por nós, Ele aniquilou-se a si mesmo, tomou a forma de homem e morreu por nós. E para quê? Para nos tornar mais próximos de Deus!

Você não é uma pessoa boa, e nem tente se convencer do contrário; é perda de tempo. Você é uma pessoa ruim, e aceite esse fato. Aceite também o fato de que apenas um Deus bom pode olhar para você com olhar de misericórdia e perdão e te aceitar como Filho. O sangue de Jesus nos trouxe para mais perto de Deus, e se fôssemos realmente tão bons quanto alegamos publicamente sermos, não precisaríamos que o próprio Filho de Deus tomasse nossos pecados sobre si.

Somos humanos, e isso nos torna maus. E justamente por sermos maus, nos tornamos totalmente dependentes de um Deus que tem o poder de transformar nossas almas e o nosso entendimento. Deus não espera que sejamos perfeitos, pois Ele sabe que jamais alcançaremos essa posição enquanto homens. Deus não espera que não pequemos nunca, pois temos a raiz da iniquidade dentro de nós. Ele espera, sim, que reconheçamos essa nossa condição, e que nos entreguemos ao Seu minucioso agir para que, como uma criança que está aprendendo a andar, mesmo após cairmos, procurarmos as seguras mãos que nos ajudarão a levantar.

Você não vai parar de pecar nunca, mas isso não te impede de lutar até a morte contra o pecado. Você é um ser imperfeito, mas que isso não seja um impedimento para você buscar ser santo como só Ele é.

Você é uma pessoa ruim, mas Ele continua sendo bom.