quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Maturidade



Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça! Se tranca no quarto, despeja suas dores, enxuga as lágrimas e vai ao baile pela manhã. Não vai à fantasia, nem usa máscaras, mas se recusa a por os pés fora do quarto como veio ao mundo.

Dá passos atenciosos mas, como qualquer outro, está sujeita às quedas. Quando acaba indo ao chão, não chora nem faz birra. Se apressa em levantar, e caso não consiga, não hesita em pedir ajuda a uma mão amiga.

Taca as verdades na cara, mesmo que o resultado seja um belo de um tapa. E aceita a consequência das ações e palavras sorrindo, e quando não aguenta, vai chorando mesmo, mas não dá pra trás.

Sabe bem o momento de chorar, contar, afogar-se em lágrimas. Mas também sabe que, na maior parte do tempo e com a maior parte da gente, é preciso sorrir, aconselhar, colocar a dor no bolso e estender a mão para quem está à beira do caminho.

Ela é a coisa mais linda que pode se ver. Provoca arrepios quando ninguém consegue decifrar. Quem pensa que sempre foi assim, se engana. Há muito tempo atrás era só uma criança: incontrolável, oito ou oitenta. Depois engatinhou à aterrorizante adolescência: inconstante, egocêntrica. E só depois de muito cair e se levantar, tentar e errar, repetir e acertar, aprendeu que nem sempre tudo dá certo, mas que lutar com garras e dentes é necessário.

Hoje só sabe tudo o que sabe, porque ontem sofreu pelo que não sabia, e aprendeu na raça o que fazer. Ela não é uma daquelas modelos que se vê na TV, mas cada cicatriz expostas nas partes do corpo que a roupa não pode chegar a tornam ainda mais estonteante. Cada uma delas rende uma história interessante, desperta memórias que faz com que seu sorriso fique ainda mais lindo ao ver que venceu as dores passadas.

Ela não é o que disseram pra ser. Mesmo assim, qualquer um que a veja na rua ou a conheça nua e crua reconhece: Uau! Mas que mulher!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

[Música]: Cântico da Salvação



E aí, galera! Como é que vocês estão?

Hoje trago para vocês - em primeira mão! - a música Cântico da Salvação. Ignorem o ruído ao fundo e a falta de cenário. Os uivos caninos, não, pois apesar de não terem sido planejados, com certeza dá um ar mais saudoso à canção.

Espero que a apreciem a música!


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Deus que não quer lhe fazer mal - Parte 2



Que o Senhor não nos nega o bem, já sabemos. O que é realmente difícil é entender que nem tudo que é bom parece ser realmente bom. De todas as coisas que Deus jamais me negou, quero destacar três delas para vocês.

O contexto em que Deus me mostrou essas três dádivas que eu tinha em mãos não foi um dos melhores e nem um ponto alto em minha caminhada. Deus havia me pedido para confiar nele, fui teimosa e, depois de tudo, cheguei ao ponto de concluir que não havia mais jeito. Então me deparei com esses três presentes divinos:

  • Perdão
Depois de todo ocorrido, me achegava a Deus sem orgulho algum de uma vírgula sequer que eu havia feito. Me sentia como um monstro por minhas ações e como uma filha rebelde por minhas birras, teimosias e desobediência.

Quando reconheci o meu erro, reuni as migalhas de humildade que havia em mim e apresentei meus cacos diante dele. Por mais que eu esperasse apenas correção e nada mais, Ele me ofereceu o seu perdão. Ele não me culpou e nem disse coisas para que eu me sentisse pior do que eu já estava. Ele apenas me perdoou, e jogou todos os meus erros no mar do esquecimento.

A partir dali, nunca mais eu teria que me esforçar para me justificar ou então me culpar até não haver mais forças em mim. Naquele momento Deus me deu um começo novo, uma vida nova e um livro com páginas em branco, que eu poderia ou não deixar nas mãos dele para que Ele escrevesse.

Mas, por mais que o perdão seja um presente glorioso, o bem que Deus via para mim ia além, e chegava à...


  • Restauração
Sem o peso da culpa e do pecado sobre minhas costas, me restavam as marcas. Soou como o sal sobre as feridas abertas. Um processo iniciou-se, e Deus colocou diante de mim todos os machucados que eu tinha feito, mas ignorado.

Esse segundo presente que recebi de Deus cicatrizou a feridas que fiz durante meu percurso tortuoso, porém não me livrou das cicatrizes. Mesmo que Ele tenha me colocado novamente nos caminhos que espera que eu trilhe, o que fiz não deixou de ser feito, e as marcas continuam aqui.

A restauração faz com que eu possa olhar para essas cicatrizes e tocar nelas sem que doa, mas não me livra das histórias que vivi. Elas farão parte do livro da minha vida para sempre. E então chegamos à última dádiva...


  • Consequências
Como já diziam os antigos: A semeadura é opcional, mas a colheita é obrigatória. Deus não me negou as consequências. Confesso que os frutos dessa plantação não são os mais agradáveis ao paladar, mas o que seria de mim se eu não colhesse os frutos de meu trabalho? Como saber que algo que eu fiz não foi bom se o que vier depois também não for bom?

Deus não se colocou na minha frente quando a vida veio com a cinta. Ele deixou que tudo acontecesse. Ele não mandou que eu fosse cutucar onça com vara curta. Fui eu quem quis tudo isso, por conta e risco, e Ele respeita minhas escolhas como ninguém.

Hoje eu sei que o caminho A que trilhei não é o melhor para se trilhar. Da próxima vez, não vou pelo A. Tenho de B a Z pra tentar. Mas, se eu ouvir a voz de Deus e obedecê-la, talvez eu perceba que não é preciso percorrer o alfabeto inteiro para saber que o plano bom de verdade é o Y.



Deus não quer lhe fazer mal, assim como não quer fazer comigo. Tudo o que vem tem um motivo, seja para nos honrar e colocar um sorriso no nosso rosto, seja para nos fazer chorar e aprender a fazer diferente. Deus, por nos conhecer como ninguém, poderia simplesmente nos dar as sentenças. Mas isso não seria justo, certo? Não seria essa a nossa resposta? Então Ele nos deixa caminhar. Às vezes queremos agir como gente grande, soltamos a mão do Pai e corremos por caminhos tortuosos. Ele não nos disse para ir para tais caminhos. Ele estava a nos guiar aos pastos verdejantes. Nós escolhemos fugir. Ele não coloca uma coleira em nossos pescoços para segui-lo a qualquer custo, e Deus nos ama tanto que tem o melhor para nós, mas mesmo assim nos permite escolher se queremos o nosso bom ou o melhor de Deus.

sábado, 19 de novembro de 2016

[Música]: Já decidi



E aí, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje quero compartilhar com vocês uma música que compus recentemente. Diante de um Deus tão grande, compreendi que já é tarde demais para voltar atrás e perder tudo o que já construí até aqui. A solução é lutar com todas as forças para lá no final trocar essa cruz pesada por uma coroa de glória, e morar pra sempre num lugar sem pranto, sem tristeza, sem conflitos.

Espero que apreciem a música! ^^

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Epifania e Metamorfose



As duas irmãs andam de mãos dadas. Não há mudança sem compreender a verdade. Não se conheceu a verdade se não provoca mudança.

Epifania nos traz de súbito a visão da realidade. Sem óculos, sem lentes, sem uma tela embaçada. Metamorfose tira nossas patinhas de lagarta do chão e nos torna borboletas esplendorosas.

Epifania vem quando bem entende, mas não costuma bater palma no portão, por isso é necessário deixar a porta aberta. Dependendo do humor, se preciso for, arromba até a janela. Mas costuma ser educada, por isso é extremamente necessário ter a mente aberta.

Metamorfose é como uma mãe que embrulha seus filhotes nas cobertas, e os persegue durante o sono para ensiná-los a andar e a correr. Às vezes soa como uma canção, mas geralmente arde como uma punição, só que traz maturidade.

As duas irmãs andam de mãos dadas. Por mais que nos ensinem a ser gente e ajam tão maduramente, gostam de uma brincadeira em especial: Policial bonzinho e policial mauzinho. Não se importam em trocar de papel se necessário for. Mas, se é necessário a lição soar como dor, elas vêm com instrumentos de tortura.

E só lá na frente é que a gente descobre que comer brócolis não mata ninguém (a menos que esse alguém seja alérgico - nesse caso elas trocam por jiló).

terça-feira, 1 de novembro de 2016

[Aviso]: Fechado para reforma



E aí galera! Como é que vocês estão?

O que venho falar para vocês hoje não é sobre nenhum tema específico, senão sobre minha própria vida.

Dou graças a Deus por cada crise existencial que passo, pois ao término delas grandes mudanças acontecem. Agradeço também por cada vez que caio em mim mesma e percebo que novamente errei - pois se não percebesse, aí sim seria um problema.

Seja o clima de fim de ano e ano novo, vida nova ou um propósito específico de Deus para um momento específico de minha vida, estou a colecionar crises existenciais e a buscar freneticamente por respostas que as solucionem.

Quisera eu poder iniciar um fórum onde a melhor resposta fosse premiada, mas essas crises... Vocês sabem como funcionam. As respostas estão aqui dentro e dentro dAquele que criou aqui dentro. Tudo o que posso pedir para vocês são as vossas orações, para que Deus me dê clareza e para que eu consiga compreender o que precisa ser compreendido.

O real motivo desse post não é me lamuriar de minhas crises, mas avisá-los sobre minha ausência nos próximos tempos. Não sei quando volto, mas espero que logo. Eu sei que meu último afastamento aconteceu recentemente mas, como eu disse da última vez, eu não quero e nem posso vir aqui e encher vocês de coisas que não estou vivendo.

Daqui até quando Deus queira, o Tesouros ao Vento não será atualizado. Nesse tempo, uma reforma será feita. Não no blog, mas em mim.

Espero que compreendam.

Volto a dizer que, mesmo que não haja novas atualizações, os textinhos antigos ainda estão aí. Então podem caçar pelo arquivo do blog caso queiram ler alguma coisa. Deixo a seguir algumas recomendações minhas para vocês:


E, para encerrar, deixo aqui pra quem não viu uma música de minha autoria. Música esta que inaugurou o nosso canal! \o/



(Em breve eu libero pra vocês o áudio para baixar)

É isso pessoal!
Fiquem com Deus, e até nosso próximo post! o/