segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O Vento


Donde vêm os ventos que agitam os mares e que espalham as folhas caídas? Quem conhece o seu berço ou a sua sepultura? Seja brisa ou vendaval, quem o pode evitar? Até mesmo as árvores se rendem ao seu convite solene de a Deus adorar!

Onde se cessa o correr ou o andar? Quem já seguiu o curso do vento para ver até onde dá? É livre, e ai de quem tentar mudar essa condição. Se é levado cativo, desfalece, mas o vento ainda se espalha aqui e acolá, e não há quem saiba o que acontece.

Das fontes preciosas procede a riqueza intocável. Dos baús de madeira encrustados com fechaduras de ouro é que saltam os ventos à terra. Tesouro particular do próprio Deus, que é enviado aos próprios mortais.

Uma pessoa da própria Trindade que ninguém sabe de onde vem nem pra onde vai. Que guia quem se deixa ser guiados, que ouve as orações lançadas ao vento, e as transcrevem de forma que o Eterno entenda. Faz isso até mesmo com as lágrimas, mesmo que o vento não possa ali chegar. É que, por mais que se pareça com o vento, não depende dele para ser quem é.

E é isso quem ele é: Espírito Santo, o presente tirado dos tesouros de Deus Pai.

"Tira os ventos dos seus tesouros"
(Salmo 135.7b)

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