sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Se a presença de Deus fosse um lugar, eu fugia pra lá



Eu estava no lugar em que em costumava sentir paz. A luz do sol refletindo nas folhas das árvores e o vento chamando-as para bailar: O típico cenário que me faz pensar no poder, criatividade e harmonia de Deus, junto com o mais profundo deleite de ali estar, e desejar que cada minuto se torne horas. Ali estava eu, no meio das árvores, do vento e da luz do sol. A costumeira admiração estava lá, mas e a paz?

Os problemas do dia anterior não se esvaíram durante a noite. Eles estiveram lá por toda a manhã e, por mais que eu tentasse colocar essas vozes no modo mudo, eles gritavam de forma tão sedutora que fui sendo, situação a situação, persuadida a tirar os fones e dar ouvidos às vozes das preocupações com cauda de sereia, me afogando sem querer no mar do desespero.

Meu recanto de paz de cada dia estava lá, e eu estava nele. A paz também estava lá, mas não estava em mim. Se o lugar que mais me oferece prazer não conseguiu me acalmar, nenhum outro conseguiria. Não adiantaria espernear nem respirar fundo e contar até dez. Não adiantaria fingir que os problemas não estavam lá, disputando arduamente contra minha paz. Eles estavam! E estavam fazendo um ótimo trabalho, a propósito.

A natureza refletindo a glória e majestade de Deus deliciou meus olhos, mas não pôde me acalmar. Talvez somente um abraço do próprio Cristo poderia oferecer calmaria à minha tempestade, mas este está reservado à eternidade.

O que fazer?

Diante de tremendo caos sussurrando aos gritos impetuosos da minha alma me dizendo para descansar nos braços do Pai, concluí que somente Sua presença poderia me privar de tamanho incômodo. Então, um pensamento baixinho me deu esperança: Se a presença de Deus fosse um lugar, eu fugia pra lá.

Satisfeita lembro que Ele breve vem, e é só uma questão de tempo até que eu possa me aconchegar em Seus braços, lembrar das dores e dizer: Valeu a pena!

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