quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sobre o meu futuro



Antes de começarmos, quero que saibam: ISSO AQUI NÃO É UM DESABAFO! Okay? Okay!

E, para começar, deixa eu contextualizar um pouquinho vocês sobre minha atual situação. Nesse exato momento eu estou de férias da escola, indo rumo ao terceirão (uhuu \o/). Minhas aulas no curso de marcenaria vão até o final do mês, e ano que vem eu vou fazer administração na mesma unidade (e essa unidade só oferece esses dois cursos). 2017 é o meu ano de despedida tanto da escola quanto da minha unidade atual de curso.

Talvez a melhor pergunta para se responder num momento como esses é: Qual faculdade pretendo fazer? Mas, em minha mente à prova de indecisões (só que não), tenho essa resposta desde o meio do ano: NENHUMA! (E nem tentem me convencer do contrário, por favor).

Pouco a pouco, todas as minhas metas e grandes objetivos pós-ensino médio foram sumindo. Durante esse ano, eu sinceramente cansei de escolher pelo menos pior, mesmo que o melhor levasse um tempinho para chegar. Por isso, como não sou besta nem nada, fui expôr a minha situação a Deus.

O mais interessante é que, tempos antes, Ele já havia me dito que me ensinaria e que me guiaria nessa vida. Cheguei com minha agenda de 2018 completamente vazia (figuradamente, claro) e a pergunta que geralmente falta em meus lábios: E agora, Deus? Para onde vou?

Bem, Ele não disse.

Um ou dois dias depois, me deparei com uma ideia bombástica! Eu realmente estava muito animada, correndo com os preparativos, vários rabiscos no papel e até uma carta escrita para Deus para que Ele abençoasse o projeto. Nesse dia, dormi pensando no tal projeto.

No dia seguinte, resolvi orar sobre isso. Deus me disse que há um tempo para todo propósito e para todo intento. E então, eu que vivo sempre buscando brechas para encaixar minha vontade na vontade de Deus, pensei: Pois bem, o Senhor disse que há um tempo para tudo, e não necessariamente que este não é o tempo. E, como Gideão, me vi colocando o velo e pedindo para que Deus molhasse em volta e deixasse a lã seca (não exatamente isso, mas na mesma intenção). O resultado foi que nem choveu!

A única solução? Esperar.

Falando assim, até parece que eu estou aqui para contar um testemunho glorioso sobre como consegui esperar o tempo de Deus, e agora estou a contar as bençãos da obediência, depois eu agradeço a oportunidade, as palmas louvam ao Senhor e em seguida o pastor faz o apelo e três mil almas se rendem aos pés de Jesus. Para falar a verdade, tudo o que estou contando para vocês hoje aconteceu entre as duas últimas semanas, e não, o tempo de Deus ainda não chegou. Portanto, a solução continua sendo esperar.

Mais do que esperar, fui convocada a entregar o meu futuro nas mãos do Bondoso Deus. Mais do que entregar, fui convidada a deitar-me em Seu colo e tirar um longo cochilo a respeito desse meu tão sonhado projeto.

Um pensamento que sempre me atordoa não deixou de marcar presença. Enquanto você está aí esperando Deus para fazer alguma coisa, você já poderia estar fazendo e os resultados já estariam vindo. Para minha sorte, não fui acometida com uma grave amnesia dessa vez. Eu me lembrei da última vez que pensei isso, e de como meti os pés pelas mãos bagunçando e criando buracos e monturos no caminho reto que Deus tinha preparado para eu trilhar.

Logo em seguida, tive uma pequena lâmpada acendendo sobre minha cabeça ou, como gosto de chamá-la, uma bela de uma epifania. Se é Deus quem está dizendo para eu esperar e descansar nEle, e se Ele além de estar aqui também está lá no futuro, e se Ele só quer o meu bem, não é o fato de eu esperar o tempo certo e descansar em Seu colo que vai fazer com que alguma coisa ruim aconteça. Não é porque vou esperar nEle que nada de ruim vai acontecer, mas vai evitar muitos perigos que eu poderia correr caso eu decidisse andar com minhas próprias pernas.

Por esses tempos eu estava lendo o livro A Cruz e o Punhal, que conta a história real de um projeto que nasceu do coração de Deus para a vida do pregador David Wilkerson. Olhando, nem parece que realmente aconteceu. Parece história de ficção, não um testemunho! Isso porque foi Deus quem foi guiando-o, passo a passo, rumo ao futuro (que agora é presente) de paz e resultados.

Quando olhamos para a Bíblia, para a história de José, por exemplo, parece um conto infantil. É mais fácil focarmos em José recebendo uma túnica colorida ou sendo exaltado como segundo no Egito. Quando a gente lembra das coisas ruins, sempre sabemos o final da história, por isso parece valer a pena. Mas o que faríamos se fôssemos nós o encarregado da casa de Potifar, e sua mulher viesse com "garras e dentes" pra cima de nós? E depois de ser acusado injustamente de ter forçado a tal mulher? Como enfrentar as grades? Como descer de um alto cargo de confiança para um buraco cheio de criminosos?

O que dizer de Jesus, então? Ele sentiu uma angústia tão grande a ponto de dilatar suas veias até estourar e então ele suar sangue. Tudo isso para que hoje eu pudesse estar sentada confortavelmente numa cadeira giratória, diante da tela de um computador digitando sobre Ele. 

Hoje sabemos o final de tudo e poderíamos até dizer a Jesus: "Vai valer a pena, Mestre", nesse momento de desespero. Na nossa vida não é diferente. Vivemos lutas e tribulações, mas nos esquecemos que, se nossa história é escrita por Deus, as consequências de suportar a dor calado superam a dor de receber as chicotadas nas costas.

E ta aí uma coisa que eu não quero esquecer.

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Perdoem-me se ficou um pouco confuso, mas no fim das contas minha cabecinha é isso (e talvez a sua também seja). Só quis compartilhar um pouco da minha louca experiência de confiar loucamente nos planos desse meu Deus Grandão!

Fiquem com Deus
e até a próxima! 

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